“Nós decidimos que o governo usaria o manancial tecnológico para melhorar a política. O governo eletrônico começou com a definição da Procergs para promover o serviço público e introduzir o conceito de que a tecnologia é um instrumento de ajuste fiscal poderoso”, disse Yeda. A candidata ressaltou os benefícios gerados pelo pagamento da dívida financeira do Estado, que se arrastava há quase 40 anos, da recuperação da confiança dos investidores do Brasil e do mundo no RS e do crescimento econômico conquistado pelo Rio Grande que ultrapassa hoje o registrado pelo país em vários setores. “Graças às mudanças que fizemos, o RS cresceu 10,5% em um único semestre enquanto o Brasil ficou no patamar de 8,6%”, destacou ao apresentar aos participantes o Plano de Governo. O documento mostra as promessas que foram cumpridas na sua gestão e as diretrizes assumidas para o próximo governo.
A criação de uma política estratégica para a indústria da tecnologia da informação e comunicação e de uma Secretaria da Ciência e Tecnologia com foco no setor e no desenvolvimento de sistemas e indústrias de hardware foram apresentadas como prioridades pelo presidente do CETI, Fabiano André Vergani. “Queremos uma governadora digital. Temos potencial para expandir o nosso mercado, que está em franca expansão. Trabalhamos com uma indústria que não gera danos ao meio ambiente, concedemos um salário mínimo acima da média, girando em torno de R$ 2 mil ao mês. Podemos contribuir para diminuir as diferenças sociais e melhorar a qualidade de vida do nosso Estado”, frisou Vergani.
Em resposta aos participantes, a candidata da Coligação Confirma Rio Grande lembrou que o plano de governo foi cumprido com o ajuste fiscal, que permitiu a quitação de todas as dívidas do Estado, e que agora o RS disponibiliza de recursos para continuar no caminho certo do crescimento. “Hoje, temos mais recursos para investir. Criamos 15 pólos tecnológicos espalhados por várias regiões, investimos cada vez mais nos núcleos de excelência das universidades, implantamos os centros de referência, onde diretores de escolas, em parceria com a comunidade, instituem salas profissionalizantes para preparar os nossos jovens para o mercado de trabalho, criamos o programa Jovem Digital, vamos universalizar a banda larga gratuita aos gaúchos em um prazo de um ano, estamos colocando uma sala digital em cada escola da rede estadual, construímos centros de convivência [quadras poliesportivas] e universalizamos o Programa de Prevenção da Violência em bairros vulneráveis que apresentavam índices de violência. Mas, será daqui a 10 anos que perceberemos os resultados. Minha prioridade é o ensino básico. Depois que a criança é alfabetizada, ninguém segura. Essa geração Y tem prazer em aprender”, avaliou Yeda.
Em resposta à criação de pasta específica para o setor, feita por Vergani, a candidata lembrou que ela já existe através da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai) e aproveitou para pedir a colaboração das entidades para tornar a pasta ainda mais forte. Como compromissos assumidos para o próximo governo, Yeda anunciou a utilização da Sedai como “ponte financeira” para a oferta de linha de orçamento para fomentar a participação das entidades de tecnologia da informação e comunicação em feiras e eventos, realizados dentro e fora do país. “Ninguém tem que pedir favor. Tem que ser compromisso de política. O crescimento do RS passa por um conjunto de políticas desenvolvido em harmonia entre o governo e a sociedade. Queremos fazer a melhor Copa do Brasil, quiçá do Mundo. Permaneci na política por opção de ser governadora por mais quatro anos”, destacou.
Foto: Luiz Ávila
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