29 de out. de 2010
Produção de petróleo cresceu mais na era FHC
Um dos principais temas da reta final da campanha presidencial no segundo turno, a Petrobras apresentou um crescimento na produção de petróleo maior no governo tucano que na atual gestão petista.
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Fonte: O Globo
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Fonte: O Globo
Serra diz que é 'bom para o mundo' ouvir o papa defender a vida
O candidato a presidente José Serra (PSDB) fez um rápido comentário nesta quinta-feira, 28, em Uberlândia (MG), sobre a atitude do papa Bento XVI, que condenou o aborto e conclamou os bispos brasileiros a orientarem politicamente os fiéis católicos. Serra disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor. "O papa é um líder espiritual mundial da igreja católica, ele tem o pleno direito de emitir as suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo. (Ele) Tem plena liberdade de fazê-lo, é um guia espiritual muito importante, e a defesa da vida é algo que merece fazer parte das palavras do Papa, além do que é previsível, além do que é bom para o mundo ouvir isso: a defesa da vida", disse o tucano.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Fonte: O Estado de S.Paulo
Debate da Rede Globo será nesta sexta-feira
José Serra participará nesta sexta-feira, 29/10, do último debate das eleições 2010, na Rede Globo, depois da novela "Passione". O debate será mediado pelo jornalista William Bonner e as perguntas serão feitas por eleitores indecisos da plateia. A seleção dos participantes foi feita pelo Ibope em diferentes estados.
Cada eleitor vai elaborar cinco perguntas com temas definidos pela produção, como meio ambiente, educação, saúde, segurança, habitação, política externa, agricultura, políticas sociais, etc. Serão selecionadas as 12 mais representativas de cada tema.
O debate terá três blocos e um sorteio definirá o candidato que responderá à primeira pergunta. O candidato terá dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica e mais dois minutos para a tréplica. Ao fim do terceiro bloco, haverá as considerações finais.
Fonte: O Globo
Cada eleitor vai elaborar cinco perguntas com temas definidos pela produção, como meio ambiente, educação, saúde, segurança, habitação, política externa, agricultura, políticas sociais, etc. Serão selecionadas as 12 mais representativas de cada tema.
O debate terá três blocos e um sorteio definirá o candidato que responderá à primeira pergunta. O candidato terá dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica e mais dois minutos para a tréplica. Ao fim do terceiro bloco, haverá as considerações finais.
Fonte: O Globo
Serra defende valorização do servidor público
Durante o encontro, Aécio lembrou as propostas para o estado entregues ao candidato à presidência no começo da campanha e que imediatamente foram incorporadas ao seu programa de governo: “Serra tem compromissos claros e objetivos com Minas. Serra tem compromisso com a melhoria de nossas estradas, com a descentralização da gestão das nossas rodovias, de ajudar nosso prefeito de Uberlândia a tocar o mais completo e moderno hospital municipal do Brasil que será inaugurado dentro de poucas semanas”, disse o ex-governador.
Logo em seguida, Serra anunciou: “Essa região precisa ter duplicação de estradas para o centro-oeste e para São Paulo. Precisa chegar gás, para impulsionar ainda mais a industrialização. Precisa de investimentos em infraestrutura porque é uma região próspera. O Triângulo Mineiro é uma região desenvolvida e o que eu quero é que o Brasil se eleve a esse padrão, se nivelando por cima e não por baixo”.
Outros compromissos presentes na Agenda de Minas preveem a construção de 38 escolas técnicas, 20 policlínicas, construção do Anel Metropolitano de Belo Horizonte e ampliação dos aeroportos de Confins e Uberlândia.
Serra também comentou sobre o Dia do Funcionário Público no Brasil, comemorado nesta quinta-feira, e suas propostas para a valorização do servidor: “Nós precisamos melhorar os serviços públicos, que atendem principalmente a nossa população mais necessitada. É preciso prestigiar o funcionário de carreira, dar-lhe uma formação melhor, remunerações mais condignas, admitir funcionário por concurso. Temos que valorizar o concurso público no Brasil. Quando governador, eu fiz concurso para mais de 110 mil funcionários. Creio que o concurso é a chave para melhorar o serviço público, junto com treinamento e os incentivos ao mérito e bom desempenho”.
No final da tarde, Serra seguiu para Montes Claros (MG), onde participou de carreata, encontrou-se com representantes da OAB e visitou a casa de Dona Zizi, importante líder comunitária.
Foto: Cacalos Garrastazu
Alckmin diz que "Lula e Dilma não são invencíveis"
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (27), em Teresina, Piauí, que a candidata Dilma Rousseff (PT) e o presidente Lula não são "invencíveis".
Ao participar de uma caminhada no centro da capital piauiense, Alckmin disse que a eleição não está decidida e que a disputa será apertada. "Ninguém é invencível numa eleição e eles (Dilma e Lula) não são", afirmou o governador eleito.
Para Alckmin é natural o confronto no segundo turno, mas ressaltou que é importante preservar a civilidade. "Nós não somos inimigos, somos concorrentes", disse.
"É na última semana que ocorrem as grandes viradas. O que tem agora são intenções de voto, mas voto mesmo você vai ter na urna. É uma disputa apertada, mas não está decidida. O que vale é a urna, o que vale é a eleição, que é domingo, dia 31", afirmou Alckmin.
Em Teresina, Alckmin teve uma passagem rápida e caminhou apenas um quarteirão no centro comercial de Teresina. Após a caminhada, o governador eleito falou de cima de um mini-trio elétrico montado no calçadão.
O governador eleito defendeu a união de todos os partidos em defesa do desenvolvimento do País. "Não tem essa história de carteirinha de filiação partidária. É preciso a união de todos os partidos".
Fonte: Terra
Ao participar de uma caminhada no centro da capital piauiense, Alckmin disse que a eleição não está decidida e que a disputa será apertada. "Ninguém é invencível numa eleição e eles (Dilma e Lula) não são", afirmou o governador eleito.
Para Alckmin é natural o confronto no segundo turno, mas ressaltou que é importante preservar a civilidade. "Nós não somos inimigos, somos concorrentes", disse.
"É na última semana que ocorrem as grandes viradas. O que tem agora são intenções de voto, mas voto mesmo você vai ter na urna. É uma disputa apertada, mas não está decidida. O que vale é a urna, o que vale é a eleição, que é domingo, dia 31", afirmou Alckmin.
Em Teresina, Alckmin teve uma passagem rápida e caminhou apenas um quarteirão no centro comercial de Teresina. Após a caminhada, o governador eleito falou de cima de um mini-trio elétrico montado no calçadão.
O governador eleito defendeu a união de todos os partidos em defesa do desenvolvimento do País. "Não tem essa história de carteirinha de filiação partidária. É preciso a união de todos os partidos".
Fonte: Terra
Usina avalizada por Dilma no RS deu prejuízo
Idealizada em 2000 pela hoje candidata petista e por Valter Cardeal, a Termogaúcha nunca saiu do papel
Turbinas compradas por US$ 100 mi foram vendidas 6 anos depois por menos da metade do preço, US$ 43,1 mi
À frente da Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff (PT) e seu braço direito no setor elétrico, Valter Cardeal, hoje diretor da Eletrobras, participaram da criação de usina a gás que nunca saiu do papel e gerou prejuízo para a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
Batizada de Termogaúcha, a usina idealizada em 2000 foi liquidada seis anos depois pelos acionistas -CEEE, Petrobras, Ipiranga e Repsol-, sem funcionar.
Os sócios movem processo contra a CEEE pelos prejuízos causados e por dívidas.
A Termogaúcha foi incluída no programa do governo FHC para construir termelétricas. A intenção era utilizar gás argentino, o que não se viabilizou em seguida.
Dilma e Cardeal culpam a crise energética argentina pelos problemas.
Documentos obtidos pela Folha mostram que Dilma avalizou a compra de turbinas a gás e a vapor da empresa GE (General Eletric), por US$ 100,3 milhões. Na época, ela ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da CEEE.
Em 2006, as turbinas foram vendidas por menos da metade do preço pago: US$ 43,1 milhões. Na época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobras, uma das sócias, que tentou comprar as turbinas. Cardeal foi para a Eletrobras.
Os sócios ainda gastaram para estocar as turbinas no exterior no período.
A principal crítica ao projeto é que a gestão se precipitou por não ter garantias.
"Foi feito sem ter a venda da energia, o que é uma tradição no setor elétrico. A gente só começa um empreendimento quando essa energia está vendida, o que dá contratualmente segurança", afirmou o atual presidente da CEEE, Sérgio Camps. "A CEEE vai sair com prejuízo de pelo menos R$ 60 milhões [investimento e dívidas] nessa participação frustrada."
Hoje, o governo gaúcho é do PSDB. Na época, era administrado pelo PT.
Auditorias e analistas estimam que a dívida da CEEE seja de R$ 35 milhões.
Atas das reuniões da CEEE que a Folha teve acesso mostram que Dilma deixou o projeto nas mãos de Valter Cardeal, então diretor da CEEE. A rapidez no processo chamou a atenção da Eletrobras.
Numa das reuniões do conselho da CEEE, o próprio Cardeal informa a advertência feita pela Eletrobras para que "nos próximos empreendimentos" a documentação relativa à constituição da empresa deverá ser submetida previamente e em tempo hábil para análise".
Fonte: Folha de S.Paulo
Turbinas compradas por US$ 100 mi foram vendidas 6 anos depois por menos da metade do preço, US$ 43,1 mi
À frente da Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff (PT) e seu braço direito no setor elétrico, Valter Cardeal, hoje diretor da Eletrobras, participaram da criação de usina a gás que nunca saiu do papel e gerou prejuízo para a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
Batizada de Termogaúcha, a usina idealizada em 2000 foi liquidada seis anos depois pelos acionistas -CEEE, Petrobras, Ipiranga e Repsol-, sem funcionar.
Os sócios movem processo contra a CEEE pelos prejuízos causados e por dívidas.
A Termogaúcha foi incluída no programa do governo FHC para construir termelétricas. A intenção era utilizar gás argentino, o que não se viabilizou em seguida.
Dilma e Cardeal culpam a crise energética argentina pelos problemas.
Documentos obtidos pela Folha mostram que Dilma avalizou a compra de turbinas a gás e a vapor da empresa GE (General Eletric), por US$ 100,3 milhões. Na época, ela ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da CEEE.
Em 2006, as turbinas foram vendidas por menos da metade do preço pago: US$ 43,1 milhões. Na época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobras, uma das sócias, que tentou comprar as turbinas. Cardeal foi para a Eletrobras.
Os sócios ainda gastaram para estocar as turbinas no exterior no período.
A principal crítica ao projeto é que a gestão se precipitou por não ter garantias.
"Foi feito sem ter a venda da energia, o que é uma tradição no setor elétrico. A gente só começa um empreendimento quando essa energia está vendida, o que dá contratualmente segurança", afirmou o atual presidente da CEEE, Sérgio Camps. "A CEEE vai sair com prejuízo de pelo menos R$ 60 milhões [investimento e dívidas] nessa participação frustrada."
Hoje, o governo gaúcho é do PSDB. Na época, era administrado pelo PT.
Auditorias e analistas estimam que a dívida da CEEE seja de R$ 35 milhões.
Atas das reuniões da CEEE que a Folha teve acesso mostram que Dilma deixou o projeto nas mãos de Valter Cardeal, então diretor da CEEE. A rapidez no processo chamou a atenção da Eletrobras.
Numa das reuniões do conselho da CEEE, o próprio Cardeal informa a advertência feita pela Eletrobras para que "nos próximos empreendimentos" a documentação relativa à constituição da empresa deverá ser submetida previamente e em tempo hábil para análise".
Fonte: Folha de S.Paulo
Assembléia permanente
O que o cidadão, ex-presidente Luiz Inácio da Silva fará durante os próximos quatro anos a contar já do próximo domingo quando será eleito o (a) sucessor (a)?
O que fez desde o instante em que assumiu a Presidência do Brasil: campanha eleitoral. A ele não bastam os dois mandatos; quer mais dois, perfazendo 16 anos de Presidência com um breve intervalo de quatro para cumprir uma exigência legal.
Se a realidade contrariar as pesquisas e o eleito for José Serra, a tarefa de Lula será a de comandar a desestabilização do governo. Não poderá contar com as Forças Armadas nem com o Congresso.
Os militares querem distância do jogo e os parlamentares quem proximidade com o poder qualquer que seja.
Lula recorrerá ao PT, aos aliados tradicionais e talvez possa contar com o PSOL. Certamente poderá contar com o lumpesinato, com os coronéis da antiquíssima política, com os "movimentos sociais", os sindicatos e todos os que nutrirem insatisfação em relação ao governo.
Se for um governo que toma providências e, portanto, compra brigas, haverá grosso caldo de cultura para a ação do tipo de oposição ao gosto de Lula, destrutiva.
Se as pesquisas estiveram certas e a eleita for Dilma Rousseff fica tudo bem mais fácil. Ou não. Há duas possibilidades: a primeira, a de que Dilma seja tutelada por Lula, faça as coisas como ele acha que devam ser feitas e permita que ele tenha um espaço tal no governo que torne sua presença um fato constante e destacado no noticiário.
Nessa hipótese teremos o governo todo posto a serviço da campanha presidencial de Lula para 2014 e muita contestação à atitude da presidente.
A segunda, que muita gente no PT e fora dele, mas com experiência de poder, considera a mais provável, é a de que Dilma exerça o poder na plenitude. Mas só depois de um período, digamos, de quarentena, para tomar pé da situação e externar seu agradecimento ao antecessor pela eleição.
Em português claro, os defensores da segunda hipótese dizem que o efeito da caneta e da cadeira presidenciais é inexorável: quem está de posse de uma e sentado na outra dificilmente aceita dividir o poder.
Em geral isso é fato, mas no caso presente não há como concordar de antemão porque, além do absoluto controle sobre Dilma, Lula tem o partido, a popularidade e nenhum constrangimento em exigir da presidente o atendimento às suas vontades.
Republicano. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atendeu à determinação do presidente Lula, que reclamou mais votos para Dilma no segundo turno.
Transferiu o feriado de hoje (dia do funcionário público) para segunda-feira, a fim de prolongar mais o já prolongado feriado, dando a impressão de que pretende com isso estimular a abstenção eleitoral.
Em 2008, quando da disputa pela Prefeitura do Rio, o governador havia feito o mesmo, contribuindo para uma abstenção de quase 26% na zona sul, onde o então candidato Fernando Gabeira, adversário de Cabral, tinha a preferência do eleitorado.
Melhor não. Para quem argumenta que a imprensa precisa ser "controlada" porque os outros Poderes da República contam com instrumentos de fiscalização, uma informação: imprensa não é Poder constitucional.
Na sua grande maioria, os veículos de comunicação são privados, cujo grau de maior ou menor sucesso depende de investimentos, talento, capacidade administrativa e credibilidade.
A liberdade plena serve exatamente para quem quiser criar o próprio meio de expressão. Sem esse atributo essencial, os que hoje reclamam por controle amanhã podem ser vítimas dos controladores, caso a correlação de forças não seja politicamente favorável a eles.
Boca de urna. A campanha do PT está incentivando os eleitores a votarem vestindo camisetas estampadas com a imagem de Dilma.
Fonte: O Estado de S.Paulo
O que fez desde o instante em que assumiu a Presidência do Brasil: campanha eleitoral. A ele não bastam os dois mandatos; quer mais dois, perfazendo 16 anos de Presidência com um breve intervalo de quatro para cumprir uma exigência legal.
Se a realidade contrariar as pesquisas e o eleito for José Serra, a tarefa de Lula será a de comandar a desestabilização do governo. Não poderá contar com as Forças Armadas nem com o Congresso.
Os militares querem distância do jogo e os parlamentares quem proximidade com o poder qualquer que seja.
Lula recorrerá ao PT, aos aliados tradicionais e talvez possa contar com o PSOL. Certamente poderá contar com o lumpesinato, com os coronéis da antiquíssima política, com os "movimentos sociais", os sindicatos e todos os que nutrirem insatisfação em relação ao governo.
Se for um governo que toma providências e, portanto, compra brigas, haverá grosso caldo de cultura para a ação do tipo de oposição ao gosto de Lula, destrutiva.
Se as pesquisas estiveram certas e a eleita for Dilma Rousseff fica tudo bem mais fácil. Ou não. Há duas possibilidades: a primeira, a de que Dilma seja tutelada por Lula, faça as coisas como ele acha que devam ser feitas e permita que ele tenha um espaço tal no governo que torne sua presença um fato constante e destacado no noticiário.
Nessa hipótese teremos o governo todo posto a serviço da campanha presidencial de Lula para 2014 e muita contestação à atitude da presidente.
A segunda, que muita gente no PT e fora dele, mas com experiência de poder, considera a mais provável, é a de que Dilma exerça o poder na plenitude. Mas só depois de um período, digamos, de quarentena, para tomar pé da situação e externar seu agradecimento ao antecessor pela eleição.
Em português claro, os defensores da segunda hipótese dizem que o efeito da caneta e da cadeira presidenciais é inexorável: quem está de posse de uma e sentado na outra dificilmente aceita dividir o poder.
Em geral isso é fato, mas no caso presente não há como concordar de antemão porque, além do absoluto controle sobre Dilma, Lula tem o partido, a popularidade e nenhum constrangimento em exigir da presidente o atendimento às suas vontades.
Republicano. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atendeu à determinação do presidente Lula, que reclamou mais votos para Dilma no segundo turno.
Transferiu o feriado de hoje (dia do funcionário público) para segunda-feira, a fim de prolongar mais o já prolongado feriado, dando a impressão de que pretende com isso estimular a abstenção eleitoral.
Em 2008, quando da disputa pela Prefeitura do Rio, o governador havia feito o mesmo, contribuindo para uma abstenção de quase 26% na zona sul, onde o então candidato Fernando Gabeira, adversário de Cabral, tinha a preferência do eleitorado.
Melhor não. Para quem argumenta que a imprensa precisa ser "controlada" porque os outros Poderes da República contam com instrumentos de fiscalização, uma informação: imprensa não é Poder constitucional.
Na sua grande maioria, os veículos de comunicação são privados, cujo grau de maior ou menor sucesso depende de investimentos, talento, capacidade administrativa e credibilidade.
A liberdade plena serve exatamente para quem quiser criar o próprio meio de expressão. Sem esse atributo essencial, os que hoje reclamam por controle amanhã podem ser vítimas dos controladores, caso a correlação de forças não seja politicamente favorável a eles.
Boca de urna. A campanha do PT está incentivando os eleitores a votarem vestindo camisetas estampadas com a imagem de Dilma.
Fonte: O Estado de S.Paulo
28 de out. de 2010
Serra contesta pesquisas e fala em “empate técnico”
O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, desconsiderou hoje, na sua quinta visita a Pernambuco nesta campanha, as pesquisas eleitorais que indicam a sua adversária, Dilma Rousseff (PT), com mais de 10 pontos porcentuais à frente na preferência do eleitorado brasileiro. “Acho que de fato há um empate técnico”, afirmou o tucano, em entrevista ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, declaração que repetiu depois em entrevista na Radio Folha e a jornalistas.
Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como “alugados” e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele “talvez o mais independente” -, disse que “mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos”. “Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa”, reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. “Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado.”
Serra criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele “passou dos limites”. Reiterou que Lula deixou de governar e “ficou todo jogado para eleger Dilma”, como se fosse uma questão de poder pessoal. Destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, “vai ficar tudo na mão dela”. “Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra.”
O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que Serra não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem “motivos puramente eleitorais”, dentro “dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira”. “Ele sabe que vou continuar”, disse.
Metrô
Sobre o caso do Metrô de São Paulo, que teve licitação suspensa por denúncia de cartas marcadas, Serra não considerou necessária uma investigação na gestão. Indagado o motivo, respondeu a pergunta com ataques ao governo federal do PT que, segundo ele, faz “publicamente, abertamente” proposta de concorrência acertada. Ele citou as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.
O candidato lembrou escândalos que rondam o governo federal - desde o mensalão à acusação de um banco alemão estatal que, segundo ele, acusa Dilma Rousseff e o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal, de ter dado um golpe de mais de 100 milhões de euros. Serra ainda afirmou que “está acontecendo um escândalo” no Brasil, que é o da inflação nos alimentos. Observou que o preço do feijão aumentou 60% desde julho, o arroz 23% e o leite, 22%.
Nordeste
Diante da ausência de Dilma no debate do primeiro turno para discutir o Nordeste e no que estava programado para hoje à noite, na Bahia - e que foi cancelado diante da negativa da candidata em participar -, o presidenciável tucano disse que a adversária não dá a devida importância à região.
Sobre a campanha do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado de Lula que pede o voto do eleitor em Dilma para garantir os compromissos com o Estado, Serra disse que o Campos sabe, “na sua intimidade, que isso não é verdade”. “Ele vai estar melhor comigo na presidência do que com Dilma.”
O tucano afirmou não serem promessas de campanha, mas “anúncio”, o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13.º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, “porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história”. “Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrario do que se diz”, afirmou.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como “alugados” e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele “talvez o mais independente” -, disse que “mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos”. “Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa”, reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. “Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado.”
Serra criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele “passou dos limites”. Reiterou que Lula deixou de governar e “ficou todo jogado para eleger Dilma”, como se fosse uma questão de poder pessoal. Destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, “vai ficar tudo na mão dela”. “Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra.”
O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que Serra não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem “motivos puramente eleitorais”, dentro “dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira”. “Ele sabe que vou continuar”, disse.
Metrô
Sobre o caso do Metrô de São Paulo, que teve licitação suspensa por denúncia de cartas marcadas, Serra não considerou necessária uma investigação na gestão. Indagado o motivo, respondeu a pergunta com ataques ao governo federal do PT que, segundo ele, faz “publicamente, abertamente” proposta de concorrência acertada. Ele citou as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.
O candidato lembrou escândalos que rondam o governo federal - desde o mensalão à acusação de um banco alemão estatal que, segundo ele, acusa Dilma Rousseff e o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal, de ter dado um golpe de mais de 100 milhões de euros. Serra ainda afirmou que “está acontecendo um escândalo” no Brasil, que é o da inflação nos alimentos. Observou que o preço do feijão aumentou 60% desde julho, o arroz 23% e o leite, 22%.
Nordeste
Diante da ausência de Dilma no debate do primeiro turno para discutir o Nordeste e no que estava programado para hoje à noite, na Bahia - e que foi cancelado diante da negativa da candidata em participar -, o presidenciável tucano disse que a adversária não dá a devida importância à região.
Sobre a campanha do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado de Lula que pede o voto do eleitor em Dilma para garantir os compromissos com o Estado, Serra disse que o Campos sabe, “na sua intimidade, que isso não é verdade”. “Ele vai estar melhor comigo na presidência do que com Dilma.”
O tucano afirmou não serem promessas de campanha, mas “anúncio”, o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13.º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, “porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história”. “Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrario do que se diz”, afirmou.
Fonte: O Estado de S.Paulo
27 de out. de 2010
Discursos em defesa da democracia marcam comício de Serra
Antes do candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), subir ao palco no Parque de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul, parlamentares dos partidos da coligação O Brasil Pode Mais e aliados de outras siglas, como PMDB e PDT, já davam o tom forte dos discursos que marcaram o comício desta terça-feira (26). "Os gaúchos não aceitam imposições, tão pouco uma candidata sem história que o governo federal está tentando nos forçar a aceitar", disse Berfran Rosado (PPS).
Serra entrou no palco ao som de "Querência Amada", interpretada por Oswaldir e Carlos Magrão. Deputados federais, estaduais, vereadores e convidados dividiram espaço com o candidato tucano. Serra tomou chimarrão servido e recebeu lenço verde, com símbolo e cores da bandeira do Rio Grande do Sul.
De operários da região, Serra recebeu capacete simbolizando o empreendedorismo e o trabalho, e o seu compromisso pela geração de empregos. De colonos, ganhou cacho e garrafa de suco de uvas valorizando a presença dele na última edição da Festa da Uva. Um dos momentos mais empolgantes foi o da entrega de camisas do Caxias, Juventude, Inter, Grêmio e Bento, feita por ex-jogadores dos times.
Antes de iniciar seu discurso, Serra soltou ao lado de crianças pombas brancas simbolizando a paz. Um dos pássaros por várias vezes foi soltou pelo candidato, mas insistiu em voltar para seu ombro.
Serra denunciou o abuso de poder para se ganhar uma eleição, onde a máquina pública é usada ao melhor estilo das campanhas nazistas, com mentiras e mais mentiras sendo repetidas como se fossem verdades. Fez o contraponto da campanha da adversária, ressaltando valores que mantém ao longo da sua trajetória política.
- A mentira aprisiona as pessoas. Valorizo a honestidade, que como nunca fez tanta falta. Defendo a liberdade de imprensa porque ela denuncia os mandos do PT, solidariedade e justiça social. Sou um sobrevivente do Estado Nacional graças a luta pelos direitos humanos, por isso repudio alianças com estados repressores, ressaltou Serra.
Fonte: http://juventudecomserra.blogspot.com/
Serra entrou no palco ao som de "Querência Amada", interpretada por Oswaldir e Carlos Magrão. Deputados federais, estaduais, vereadores e convidados dividiram espaço com o candidato tucano. Serra tomou chimarrão servido e recebeu lenço verde, com símbolo e cores da bandeira do Rio Grande do Sul.
De operários da região, Serra recebeu capacete simbolizando o empreendedorismo e o trabalho, e o seu compromisso pela geração de empregos. De colonos, ganhou cacho e garrafa de suco de uvas valorizando a presença dele na última edição da Festa da Uva. Um dos momentos mais empolgantes foi o da entrega de camisas do Caxias, Juventude, Inter, Grêmio e Bento, feita por ex-jogadores dos times.
Antes de iniciar seu discurso, Serra soltou ao lado de crianças pombas brancas simbolizando a paz. Um dos pássaros por várias vezes foi soltou pelo candidato, mas insistiu em voltar para seu ombro.
Serra denunciou o abuso de poder para se ganhar uma eleição, onde a máquina pública é usada ao melhor estilo das campanhas nazistas, com mentiras e mais mentiras sendo repetidas como se fossem verdades. Fez o contraponto da campanha da adversária, ressaltando valores que mantém ao longo da sua trajetória política.
- A mentira aprisiona as pessoas. Valorizo a honestidade, que como nunca fez tanta falta. Defendo a liberdade de imprensa porque ela denuncia os mandos do PT, solidariedade e justiça social. Sou um sobrevivente do Estado Nacional graças a luta pelos direitos humanos, por isso repudio alianças com estados repressores, ressaltou Serra.
Fonte: http://juventudecomserra.blogspot.com/
Manifesto de artistas e intelectuais pró- Serra Presidente
Artistas e intelectuais decidiram declarar apoio a candidatura a Presidência de José Serra e organizaram o blog O Brasil com Serra. Até o momento mais de 170 pessoas assinaram o manifesto. Para conferir a lista de assinaturas acesse o blog O Brasil com Serra http://obrasilcomserra.blogspot.com/
Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.
Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.
Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.
Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.
Votamos em Serra, porque o grande título da cidadania dos brasileiros é a Constituição, não a carteirinha de filiação a um partido. A democracia é fruto da dedicação e do trabalho de gerações de brasileiros, que lutaram e lutam cotidianamente para consolidá-la e aperfeiçoá-la. O país não tem donos. O Brasil é dos brasileiros.
Apoiamos Serra, porque precisamos ampliar verdadeiramente as conquistas sociais, econômicas e culturais, sobretudo as que ocorreram no Brasil desde o Plano Real e que nos habilitam a ocupar um lugar de destaque no mundo. Estamos com Serra, porque as outras nações precisam ouvir o Brasil em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz. O nosso lugar é ao lado das grandes democracias do mundo, não de braços dados com ditadores, a justificar tiranias.
Votamos em Serra, porque ele pautou toda sua vida pública com coerência na luta pela justiça social e pela preservação dos valores universais da democracia e das liberdades individuais.
Apoiamos Serra, porque é preciso, sim, comparar os candidatos e identificar quem está mais preparado para enfrentar os desafios que o Brasil tem pela frente, com autonomia, sem ser refém de grupos partidários ou econômicos. Homens e mulheres, em qualquer atividade, se dão a conhecer por sua obra, que é o testemunho de sua vida. A Presidência da República exige alguém com experiência e competência comprovadas. Não basta querer mudar o Brasil, é preciso saber mudar o Brasil. E a vida pública de Serra demonstra que ele sabe como fazer, sem escândalos e desvios éticos.
Serra é a nossa escolha, porque queremos desfrutar, com coragem e confiança, da liberdade e da igualdade de direitos, como exercício de dignidade e consciência.. Vamos juntos eleger Serra para o bem do Brasil e dos brasileiros - sua maior riqueza!
Por um Brasil de verdades e de bons exemplos.
Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.
Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.
Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.
Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.
Votamos em Serra, porque o grande título da cidadania dos brasileiros é a Constituição, não a carteirinha de filiação a um partido. A democracia é fruto da dedicação e do trabalho de gerações de brasileiros, que lutaram e lutam cotidianamente para consolidá-la e aperfeiçoá-la. O país não tem donos. O Brasil é dos brasileiros.
Apoiamos Serra, porque precisamos ampliar verdadeiramente as conquistas sociais, econômicas e culturais, sobretudo as que ocorreram no Brasil desde o Plano Real e que nos habilitam a ocupar um lugar de destaque no mundo. Estamos com Serra, porque as outras nações precisam ouvir o Brasil em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz. O nosso lugar é ao lado das grandes democracias do mundo, não de braços dados com ditadores, a justificar tiranias.
Votamos em Serra, porque ele pautou toda sua vida pública com coerência na luta pela justiça social e pela preservação dos valores universais da democracia e das liberdades individuais.
Apoiamos Serra, porque é preciso, sim, comparar os candidatos e identificar quem está mais preparado para enfrentar os desafios que o Brasil tem pela frente, com autonomia, sem ser refém de grupos partidários ou econômicos. Homens e mulheres, em qualquer atividade, se dão a conhecer por sua obra, que é o testemunho de sua vida. A Presidência da República exige alguém com experiência e competência comprovadas. Não basta querer mudar o Brasil, é preciso saber mudar o Brasil. E a vida pública de Serra demonstra que ele sabe como fazer, sem escândalos e desvios éticos.
Serra é a nossa escolha, porque queremos desfrutar, com coragem e confiança, da liberdade e da igualdade de direitos, como exercício de dignidade e consciência.. Vamos juntos eleger Serra para o bem do Brasil e dos brasileiros - sua maior riqueza!
Por um Brasil de verdades e de bons exemplos.
Serra propõe Secretaria Nacional do Semiárido
Serra também registrou sua indignação com o enfraquecimento da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), estatal responsável pelo fornecimento de energia no Nordeste. Desde o ano passado, várias medidas definidas pelo Ministério das Minas e Energia reduziram a independência da Companhia, atualmente mais subordinada à Eletrobrás. “O governo está matando a Chesf, uma empresa que foi a alavanca do desenvolvimento do Nordeste”, lembrou. Na Presidência da República, José Serra vai fortalecer a Chesf e a sua diretoria permanecerá mais vinculada às capitais nordestinas que às decisões de Brasília.
Conhecedor dos problemas regionais, o ex-governador de São Paulo também lamentou o cancelamento do debate entre ele e Dilma Rousseff, voltado às temáticas locais, proposto pelo SBT. O encontro seria hoje, mas a candidata adversária mais uma vez preferiu não participar do evento, o que acarretou o seu cancelamento. No primeiro turno, numa oportunidade semelhante, a petista foi a única faltosa entre os presidenciáveis. Desde a apresentação da proposta do programa, Serra já tinha confirmado sua presença. O evento seria organizado pela TV Aratu, da Bahia.
Foto: Cacalos Garrastazu
Carta à candidata Dilma por Ruth Rocha
Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha... “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.
Acho que todos sabem do que estou falando.
O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!
Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.
Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.
É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.
O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.
E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.
Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.
1) desprezo ao culto à personalidade;
2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...
3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.
Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.
SP, 25/10/2010
Ruth Rocha, escritora
Fonte: Blog do Noblat
Acho que todos sabem do que estou falando.
O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!
Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.
Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.
É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.
O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.
E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.
Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.
1) desprezo ao culto à personalidade;
2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...
3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.
Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.
SP, 25/10/2010
Ruth Rocha, escritora
Fonte: Blog do Noblat
Comício em Caxias do Sul aponta para arrancada rumo à vitória
O encerramento da campanha de José Serra no Rio Grande do Sul, na noite dessa terça-feira (26), foi marcado pela grande receptividade dos gaúchos à candidatura tucana e o compromisso ratificado pelo ex-governador de São Paulo de fortalecer, nos âmbitos econômico e político, o estado. No último compromisso do dia (além do Rio Grande, Serra cumpriu agenda ontem em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná), o presidenciável participou de um grande comício no município de Caxias do Sul, localizado a 110 quilômetros da capital Porto Alegre. “Na política e na economia, os gaúchos precisam voltar a ter peso. Eu quero ser cidadão honorário da pátria gaúcha”, afirmou. Todos os políticos presentes afirmaram que o ato representava a “arrancada da vitória de Serra no País”. “Vamos ganhar domingo. Não para nós, mas pelo Brasil”, bradou Serra.Organizado por um frente suprapartidária (PSDB, DEM, PP e PMDB, entre outros), o evento reuniu nove mil pessoas e contou com a exibição de diversos símbolos da cultura local. Além da execução do hino estadual, Serra recebeu as camisas oficiais de times como o Grêmio, o Internacional, o Caxias e o Juventude. Ele também foi presenteado com sucos de uva, típicos de Caxias. “Eu só recebo carinho e energia aqui no Rio Grande”, elogiou. Bem votado no estado no primeiro turno das eleições, Serra tem amplas chances de abrir significativa vantagem no estado. Ele conta com uma base de apoio de peso, ressaltada nesse segundo turno por figuras como o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB). O comício de ontem foi realizado no Parque Mário Bernardino Ramos, o Parque da Uva.
Segundo o prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), a candidatura de Serra representa mais esperança para o País. “O Rio Grande está presente para recebê-lo como presidente”, disse. Para Germano Rigotto, o Rio Grande do Sul vai dar uma vitória histórica ao tucano. “Saia do Rio Grande com a ideia de que tu vai ter uma vitória histórica aqui e isso significa a arrancada para tua vitória”, afirmou. Entre as principais propostas para a região, Serra destacou na noite da terça a necessidade de reformulações na política macroeconômica nacional, atualmente prejudicial ao desenvolvido do setor produtivo do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, o setor perdeu espaço para as importações, sobretudo as chinesas.
Foto: www.serra45.com.br
Manifesto em Defesa da Democracia registra mais de 100 mil assinaturas
O Manifesto em Defesa da Democracia alcançou mais de 100 mil assinaturas no dia 25 de outubro. O movimento foi elaborado por pessoas que repudiam as mentiras, as agressões e os ataques feitos por apoiadores da candidata do governo.
Contra a corrupção, o uso de ardis para enganar a população, abuso do poder político, econômico e da maquina publica. A postura inaceitável do chefe de estado em favor de um grupo. Foram mais de 9 mil adesões em menos de 72 horas, chegando a pouco mais de 100 mil assinaturas.
Para conhecer os depoimentos, artigos, noticias e depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Hélio Bicudo, José Gregori e tantos outros em favor da democracia acesse e divulgue o site www.defesadademocracia.com.br.
Contra a corrupção, o uso de ardis para enganar a população, abuso do poder político, econômico e da maquina publica. A postura inaceitável do chefe de estado em favor de um grupo. Foram mais de 9 mil adesões em menos de 72 horas, chegando a pouco mais de 100 mil assinaturas.
Para conhecer os depoimentos, artigos, noticias e depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Hélio Bicudo, José Gregori e tantos outros em favor da democracia acesse e divulgue o site www.defesadademocracia.com.br.
No RJ, Serra anuncia investimentos em transporte e saneamento
O candidato à presidência da República pela coligação "O Brasil pode mais", José Serra, chegou ao Rio de Janeiro por volta das 14 horas desta terça-feira, 26, onde visitou as obras do Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã.Acompanhado da secretária estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Márcia Lins, Serra percorreu a exposição localizada no hall dos elevadores e a Calçada da Fama, onde descalçou os sapatos e pisou sobre as pegadas de Pelé e Garrincha. Em seguida, entrou no gramado para avaliar as obras para a Copa do Mundo de 2014: “Fico muito feliz em ver as obras andando com rapidez, eu acredito que o Maracanã ficará pronto adequadamente, inclusive a tempo da Copa dos Campeões”.
Serra ensaiou embaixadinhas e até chutes a gol. “Faço esta visita ao Maracanã porque é um lugar simbólico de tudo o que vai acontecer no Brasil e aqui no Rio de Janeiro. O Maracanã encerrará a Copa de 2014 e quem é da minha geração tem até hoje atravessado um osso na garganta [referência à Copa de 1950]. Por isso, quando governador de São Paulo, eu propus publicamente que o Maracanã fosse o Estádio do final da Copa: a alma do Brasil em matéria de futebol”, comentou.
Para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o candidato se comprometeu a dar todo o apoio necessário para que as competições se revertam em avanços sociais: “Como presidente da República, eu darei toda a colaboração tanto para a Copa, quanto para as Olimpíadas. Teremos a oportunidade d e resolver muitas questões de transporte, saneamento e de ocupação do solo com investimentos pesados que têm de valer para depois das competições. É preciso fazer boas obras e controlar bem os custos, para não haver desperdício”.
Há seis dias das eleições do segundo turno, Serra também falou sobre os problemas que a falta de políticas de desenvolvimento e infraestrutura tem trazido para o País, especialmente nos preços dos alimentos: “Estamos tendo uma inflação de alimentos, no Brasil, como há muito tempo não se via, falta de alimentos básicos para a nossa população. Basta olhar o que aconteceu nos últimos três meses. Carne está virando produto de luxo. Aumentou frango, carne de porco, arroz, feijão, açúcar, e o Governo Federal tem estado inerte diante disso. Uma política de estoques e infraestrutura mais adequada teria evitado esta situação”.
Antes de ir para o Rio de Janeiro, Serra encontrou-se com deputados eleit os do Partido Verde, em São Paulo e, depois de visita ao Maracanã.
Foto: Marcos Brandão
Serra cresce em todo o Brasil : Diferença cai de 14 para 5,5 pontos
Diferente dos resultados divulgados pelos Institutos de pesquisa, o instituto GPP registrou no TRE, sob o no. 37219/2010, uma pesquisa comprovando que José Serra passou de 32% para 47% dos votos válidos. A mesma pesquisa indica que a candidata do governo atingiu 53% dos votos válidos.
A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.
O resultado nada mais é do que a comprovação do clima de animação e crescimento que sentimos nas ruas. Portanto, falta pouco para virarmos esse jogo e garantir a vitória do Serra. Vamos trabalhar dobrado, divulgar o crescimento da campanha, convencer os indecisos.
Estamos bem próximos de fazer história, de mostrar ao Brasil que a competência e a verdade podem vencer.
Vamos juntos nessa reta final para lutar pela democracia, pela liberdade, por um Brasil mais verde e amarelo.
A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.
O resultado nada mais é do que a comprovação do clima de animação e crescimento que sentimos nas ruas. Portanto, falta pouco para virarmos esse jogo e garantir a vitória do Serra. Vamos trabalhar dobrado, divulgar o crescimento da campanha, convencer os indecisos.
Estamos bem próximos de fazer história, de mostrar ao Brasil que a competência e a verdade podem vencer.
Vamos juntos nessa reta final para lutar pela democracia, pela liberdade, por um Brasil mais verde e amarelo.
Deputados estaduais do PV eleitos em SP declaram apoio a Serra
Segundo colocado na disputa presidencial, o candidato do PSDB à Presidência da República José Serra (PSDB) recebeu, nesta terça-feira (26), o apoio da bancada de deputados estaduais do PV eleita no último dia 03 em São Paulo. O partido elegeu a terceira maior bancada no Estado, com 9 deputados.
"Todos os deputados da bancada verde estão aqui para anunciar apoio a Serra em função de sua visão ambiental”, afirmou o deputado Giriboni, que também é líder da legenda na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo o deputado, o anuncio do apoio na última semana da campanha eleitoral se deu apenas “por uma questão de agenda".
"O apoio do PV-SP tem um significado eleitoral, mas é também ideológico uma vez que tivemos aqui [São Paulo] uma aliança estreita em prol da sustentabilidade”, disse o ex-governador de São Paulo ao comentar a parceria entre PSDB e PV na elaboração da lei de mudanças climáticas em São Paulo.
O presidenciável afirmou que “a sustentabilidade ocupa um lugar central” em seu programa de governo. Serra intensificou suas propostas para o meio ambiente a partir do segundo turno das eleições.
Questionado sobre o impacto do apoio no eleitorado, Serra disse que o resultado “só vai ser medido nas urnas, mas em São Paulo terá um impacto importante”.
Além de Giriboni, participaram do encontro os deputados reeleitos Rita Passos, Feliciano, Pastor Dilmo dos Santos, Reinaldo Alguz, Chico Sardelli, e os eleitos para o primeiro mandato, Padre Afonso e Dr. Ulysses.
Na semana passada, os ex-candidatos verdes aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, Fabio Feldman e Fernando Gabeira, respectivamente, ambos do PV, também declararam apoio ao presidenciável tucano.
Fonte: Eleições/UOL
"Todos os deputados da bancada verde estão aqui para anunciar apoio a Serra em função de sua visão ambiental”, afirmou o deputado Giriboni, que também é líder da legenda na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo o deputado, o anuncio do apoio na última semana da campanha eleitoral se deu apenas “por uma questão de agenda".
"O apoio do PV-SP tem um significado eleitoral, mas é também ideológico uma vez que tivemos aqui [São Paulo] uma aliança estreita em prol da sustentabilidade”, disse o ex-governador de São Paulo ao comentar a parceria entre PSDB e PV na elaboração da lei de mudanças climáticas em São Paulo.
O presidenciável afirmou que “a sustentabilidade ocupa um lugar central” em seu programa de governo. Serra intensificou suas propostas para o meio ambiente a partir do segundo turno das eleições.
Questionado sobre o impacto do apoio no eleitorado, Serra disse que o resultado “só vai ser medido nas urnas, mas em São Paulo terá um impacto importante”.
Além de Giriboni, participaram do encontro os deputados reeleitos Rita Passos, Feliciano, Pastor Dilmo dos Santos, Reinaldo Alguz, Chico Sardelli, e os eleitos para o primeiro mandato, Padre Afonso e Dr. Ulysses.
Na semana passada, os ex-candidatos verdes aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, Fabio Feldman e Fernando Gabeira, respectivamente, ambos do PV, também declararam apoio ao presidenciável tucano.
Fonte: Eleições/UOL
Para tucanos, Serra conseguiu esclarecer privatizações
Os tucanos saíram satisfeitos do debate da TV Record. Para eles, ao menos a um propósito o encontro serviu: esclarecer a posição do presidenciável José Serra a respeito das privatizações. A estratégia de tentar colar a ele a pecha de privatista vem sendo reprisada na propaganda de TV de Dilma Rousseff (PT) e a cada debate. A equipe de Serra achou por bem que o candidato inserisse ele próprio o assunto e esclarescesse logo sua posição.
Já no segundo bloco Serra resumiu: “Dilma tem dito mentirosamente que eu pretendo privatizar o pré-sal.” A partir daí, lembrou a atuação de Dilma à frente do Conselho de Administração da Petrobras, quando houve autorização para participação de empresas estrangeiras na estatal.
Serra usou também o bem-sucedido exemplo da privatização da telefonia e disse que, sem ela, não seria possível Dilma pensar em levar internet banda larga para todo o país. Ao final do debate, o tucano quis saber de interlocutores o que acharam de sua abordagem sobre o tema. Foi aprovado.
Na plateia, a tática de Serra também foi bem recebida por correligionários. O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou por experiência própria. “Fui vítima da mesma campanha de medo do PT em 2006. Serra fez bem em esclarecer logo suas intenções sobre a Petrobras.”
A discussão serviu ainda para suscitar um tema que deve ser reverberado nos próximos dias pela campanha tucana: a participação do ex-presidente Fernando Collor de Melo, atualmente aliado de Dilma, em uma distribuidora da Petrobras. Serra jogou dúvidas sobre a natureza da atuação do senador.
Ao deixar os estúdios da Record, comentou: “Fiquei curioso para saber do pensamento da Dilma sobre o fato do Collor ser um dos mandantes da BR Distribuidora, da Petrobras. Negar ela não negou, mas, estranhamente, não se manifestou sobre o assunto.”
Bate-bola – O debate foi entrecortado por mudanças bruscas de tema e de tom. Cada candidato falou sobre o que quis, mesmo que não fosse questionado sobre. O coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra, notou: “A conversa, por vezes, acabou meio sem nexo.”
Serra, ao final do programa, admitiu: “Não dá para fazer um bate-bola perfeito.” Da parte dele, autoavaliou-se, não houve pergunta sem resposta. A crítica de Dilma após o debate, de que o tucano não respondeu de forma convincente sobre emprego, foi tratada com ironia por Serra. “Se ela não entendeu, eu posso voltar e explicar a ela depois.”
Fonte: Veja
Já no segundo bloco Serra resumiu: “Dilma tem dito mentirosamente que eu pretendo privatizar o pré-sal.” A partir daí, lembrou a atuação de Dilma à frente do Conselho de Administração da Petrobras, quando houve autorização para participação de empresas estrangeiras na estatal.
Serra usou também o bem-sucedido exemplo da privatização da telefonia e disse que, sem ela, não seria possível Dilma pensar em levar internet banda larga para todo o país. Ao final do debate, o tucano quis saber de interlocutores o que acharam de sua abordagem sobre o tema. Foi aprovado.
Na plateia, a tática de Serra também foi bem recebida por correligionários. O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou por experiência própria. “Fui vítima da mesma campanha de medo do PT em 2006. Serra fez bem em esclarecer logo suas intenções sobre a Petrobras.”
A discussão serviu ainda para suscitar um tema que deve ser reverberado nos próximos dias pela campanha tucana: a participação do ex-presidente Fernando Collor de Melo, atualmente aliado de Dilma, em uma distribuidora da Petrobras. Serra jogou dúvidas sobre a natureza da atuação do senador.
Ao deixar os estúdios da Record, comentou: “Fiquei curioso para saber do pensamento da Dilma sobre o fato do Collor ser um dos mandantes da BR Distribuidora, da Petrobras. Negar ela não negou, mas, estranhamente, não se manifestou sobre o assunto.”
Bate-bola – O debate foi entrecortado por mudanças bruscas de tema e de tom. Cada candidato falou sobre o que quis, mesmo que não fosse questionado sobre. O coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra, notou: “A conversa, por vezes, acabou meio sem nexo.”
Serra, ao final do programa, admitiu: “Não dá para fazer um bate-bola perfeito.” Da parte dele, autoavaliou-se, não houve pergunta sem resposta. A crítica de Dilma após o debate, de que o tucano não respondeu de forma convincente sobre emprego, foi tratada com ironia por Serra. “Se ela não entendeu, eu posso voltar e explicar a ela depois.”
Fonte: Veja
26 de out. de 2010
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record- Considerações Finais
“Mais uma vez, a população brasileira tem a oportunidade de comparar os candidatos. É uma eleição decisiva: a partir de primeiro de janeiro do ano que vem, o presidente da república será a Dilma ou eu. O Lula não estará mais lá. É uma decisão que vai implicar muito pesadamente sobre o futuro do Brasil. O que é que vai acontecer nas próximas décadas?”.
“O que eu quero para o Brasil? Eu quero para o Brasil não à intolerância dos punhos cerrados, dos punhos fechados. Mas a fraternidade entre todos os brasileiros. Quero a união de todas as nossas regiões, de todos os nossos estados, não antagonismo. Eu sempre fui um político nacional, brasileiro. Sempre fui um político identificado com todas as regiões do meu país. E eu quero dizer que eu quero essas regiões juntas na prosperidade e no desenvolvimento. De Minas Gerais, do Aécio, do Anastasia, do Itamar, para cima; dê Minas Gerais, para baixo. Sem discriminações”.
“Eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça na vida pública. Onde a verdade seja um atributo corrente, comum dos homens públicos. Eu ofereço o meu passado de lutas que vem desde a juventude. A minha luta como secretário, como deputado, como ministro, como Governador, como Prefeito. E ofereço a minha experiência para você decidir e, juntos, vamos chegar a um Brasil mais forte, mais justo, mas solidário”.
“O que eu quero para o Brasil? Eu quero para o Brasil não à intolerância dos punhos cerrados, dos punhos fechados. Mas a fraternidade entre todos os brasileiros. Quero a união de todas as nossas regiões, de todos os nossos estados, não antagonismo. Eu sempre fui um político nacional, brasileiro. Sempre fui um político identificado com todas as regiões do meu país. E eu quero dizer que eu quero essas regiões juntas na prosperidade e no desenvolvimento. De Minas Gerais, do Aécio, do Anastasia, do Itamar, para cima; dê Minas Gerais, para baixo. Sem discriminações”.
“Eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça na vida pública. Onde a verdade seja um atributo corrente, comum dos homens públicos. Eu ofereço o meu passado de lutas que vem desde a juventude. A minha luta como secretário, como deputado, como ministro, como Governador, como Prefeito. E ofereço a minha experiência para você decidir e, juntos, vamos chegar a um Brasil mais forte, mais justo, mas solidário”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record - Economia
“Quando fui Ministro da Saúde durante o governo Fernando Henrique, uma das principais ações foi o aumento de empregos na área da saúde - cerca de um milhão de empregos com a expansão rápida do Programa de Saúde da Família, programas de agentes comunitários de saúde, treinamento de 260 mil auxiliares de enfermagem e investimentos em hospitais, os maiores da história do Brasil”.
“No que se refere ao futuro, temos que inverter a tendência de que este governo e a Dilma, principalmente, marcaram no país: a mais reduzida taxa de investimento governamental do mundo, o Brasil só ganha de países como o Turcomenistão, entre outros”.
“É preciso investir para ter emprego. O governo precisa investir em infraestrutura para impedir o aumento de preços dos alimentos, que nos últimos três meses está um escândalo: na carne, no feijão, no arroz, no açúcar, na carne de frango”.
“A política econômica que a Dilma defende é a política dos juros siderais, os mais altos do mundo, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e a menor taxa de investimento do mundo civilizado por parte do governo”.
“Vou trabalhar com uma taxa de juros real, que não vai ser mais a maior do mundo como acontece no governo da Dilma”.
"Nunca se investiu tão pouco no Brasil no âmbito da esfera federal. Saneamento, metrô, transporte ferroviário...”
"Na verdade, não está se investindo no país e esse é um problema crítico, junto com a taxa de juros. O câmbio está matando muitas pequenas e médias empresas, inclusive, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do interior do Paraná e de Santa Catarina. Esta é uma realidade que envolve a questão do emprego”.
“No que se refere ao futuro, temos que inverter a tendência de que este governo e a Dilma, principalmente, marcaram no país: a mais reduzida taxa de investimento governamental do mundo, o Brasil só ganha de países como o Turcomenistão, entre outros”.
“É preciso investir para ter emprego. O governo precisa investir em infraestrutura para impedir o aumento de preços dos alimentos, que nos últimos três meses está um escândalo: na carne, no feijão, no arroz, no açúcar, na carne de frango”.
“A política econômica que a Dilma defende é a política dos juros siderais, os mais altos do mundo, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e a menor taxa de investimento do mundo civilizado por parte do governo”.
“Vou trabalhar com uma taxa de juros real, que não vai ser mais a maior do mundo como acontece no governo da Dilma”.
"Nunca se investiu tão pouco no Brasil no âmbito da esfera federal. Saneamento, metrô, transporte ferroviário...”
"Na verdade, não está se investindo no país e esse é um problema crítico, junto com a taxa de juros. O câmbio está matando muitas pequenas e médias empresas, inclusive, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do interior do Paraná e de Santa Catarina. Esta é uma realidade que envolve a questão do emprego”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record- MST e Reforma Agrária
“O MST é um movimento político, que usa a Reforma Agrária como pretexto. Nada contra, sou inteiramente a favor da liberdade de opinião e de ação política sempre que não fira a liberdade dos outros”. “O que me preocupa é que o governo tem dado dinheiro para o MST: R$ 165 milhões para diversas pessoas ligadas ao Movimento”.
“O atual governo não fez mais assentamentos do que o governo passado, fez menos. Isso quem disse a foi o Plínio Sampaio, especialista em Reforma Agrária".
“As invasões do MST durante o atual governo aumentaram em relação ao governo passado, que teve umas 800, em média, por ano. Neste governo, o MST passou de 900. Só recuou na campanha eleitoral porque o Movimento declarou apoio à Dilma".
“Uma coisa é Reforma Agrária, outra é usar a Reforma Agrária como pretexto para violência e para quebrar a ordem jurídica”.
“O atual governo não fez mais assentamentos do que o governo passado, fez menos. Isso quem disse a foi o Plínio Sampaio, especialista em Reforma Agrária".
“As invasões do MST durante o atual governo aumentaram em relação ao governo passado, que teve umas 800, em média, por ano. Neste governo, o MST passou de 900. Só recuou na campanha eleitoral porque o Movimento declarou apoio à Dilma".
“Uma coisa é Reforma Agrária, outra é usar a Reforma Agrária como pretexto para violência e para quebrar a ordem jurídica”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record - Segurança
"Eu proponho criar um ministério da segurança nacional e criar uma guarda nacional, em comum acordo com a Polícia Federal e com as Forças Armadas para tomar conta das fronteiras que estão soltas, frouxas: entra arma e entra droga”. “O contrabando de arma e de droga é a base do crime organizado no Brasil”.
“O Rio de Janeiro tem uma experiência interessante com as UPPS. No
entanto, continuam os arrastões, continuam os crimes. Por quê? Porque é a droga e as armas que são injetadas no país em face do descaso, em face do abandono das nossas fronteiras e das nossas ações nessa área, inclusive, também pelo mar”.
“O ministério da segurança vai fazer o cadastro nacional de criminosos e passar experiências e tecnologia para os estados no enfrentamento ao crime. É um ministério importantíssimo”.
“O Rio de Janeiro tem uma experiência interessante com as UPPS. No
entanto, continuam os arrastões, continuam os crimes. Por quê? Porque é a droga e as armas que são injetadas no país em face do descaso, em face do abandono das nossas fronteiras e das nossas ações nessa área, inclusive, também pelo mar”.
“O ministério da segurança vai fazer o cadastro nacional de criminosos e passar experiências e tecnologia para os estados no enfrentamento ao crime. É um ministério importantíssimo”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record - Meio Ambiente
“Eu protagonizei como governador, em aliança com o Partido Verde, uma lei de mudanças climáticas que é considerada a melhor do hemisfério sul, a terceira do planeta. Uma ação ambiental exemplar, inclusive com a redução drástica das queimadas da cana-de-açúcar e melhorando muito a qualidade do ar em todo o Estado”.
“Brigamos com a Petrobrás, cujo conselho de administração era presidido pela Dilma, por descuido na questão do enxofre, do diesel nos centros urbanos. A Petrobrás devia diminuir o uso do enxofre. Entramos na justiça, junto com o Partido Verde, e ganhamos a ação para proteger a população urbana de São Paulo, que respirava o veneno que saía dos veículos.
“Eu proponho o desmatamento zero na Amazônia, pois não tem mais sentido ter desmatamento naquela região”.
“O Governo Federal tem dado crédito para a expansão da pecuária na Amazônia, o que não faz sentido. A pecuária pode se expandir nas áreas já existentes, com um pouco de aumento de produtividade, melhores práticas de exploração do gado. No entanto, o BNDES continuou financiando a expansão na Amazônia”.
Em Copenhague (durante a COP-15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), a Dilma se opôs à participação do Brasil no fundo internacional do meio ambiente. Eu fui a favor, a Marina Silva foi a favor.
“Durante a gestão da Dilma à frente de Minas e Energia, e à frente da Casa Civil, a matriz energética brasileira ficou mais suja, com mais produção de energia com combustíveis de gás carbônico”.
“Brigamos com a Petrobrás, cujo conselho de administração era presidido pela Dilma, por descuido na questão do enxofre, do diesel nos centros urbanos. A Petrobrás devia diminuir o uso do enxofre. Entramos na justiça, junto com o Partido Verde, e ganhamos a ação para proteger a população urbana de São Paulo, que respirava o veneno que saía dos veículos.
“Eu proponho o desmatamento zero na Amazônia, pois não tem mais sentido ter desmatamento naquela região”.
“O Governo Federal tem dado crédito para a expansão da pecuária na Amazônia, o que não faz sentido. A pecuária pode se expandir nas áreas já existentes, com um pouco de aumento de produtividade, melhores práticas de exploração do gado. No entanto, o BNDES continuou financiando a expansão na Amazônia”.
Em Copenhague (durante a COP-15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), a Dilma se opôs à participação do Brasil no fundo internacional do meio ambiente. Eu fui a favor, a Marina Silva foi a favor.
“Durante a gestão da Dilma à frente de Minas e Energia, e à frente da Casa Civil, a matriz energética brasileira ficou mais suja, com mais produção de energia com combustíveis de gás carbônico”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record - Saúde
“A saúde no Brasil andou para trás, basta olhar todas as pesquisas”.
“Eu tenho propostas baseadas nas minhas próprias experiências. Por exemplo: uma rede nacional de policlínicas. Vamos fazer mais de 150 no Brasil, com 25 especialidades médicas, 15 mil consultas mês, mais de 40 mil exames para desafogar as filas em todas as áreas”.
“Vamos multiplicar os hospitais regionais. Vai para o Maranhão, para a Bahia, Pernambuco: faltam hospitais regionais no Brasil e na região nordeste muito acentuadamente. As pessoas têm que se deslocar até a capital, até os centros grandes. Num prejuízo muito grande do ponto de vista do conforto e do tratamento”.
“Vamos ter uma outra política dinâmica para medicamentos. Eles deixaram faltar remédios para Aids, que nós organizamos na minha época de ministro e que foi considerada a melhor campanha contra a Aids do mundo”. “Vamos fazer voltar com os mutirões, que eles acabaram porque tinham um pouco a marca do meu nome, o que é uma bobagem. A gente deve continuar as coisas que deram certo, como eu sempre fiz, inclusive quando herdei governos de oposição a mim”.
“Eu tenho propostas baseadas nas minhas próprias experiências. Por exemplo: uma rede nacional de policlínicas. Vamos fazer mais de 150 no Brasil, com 25 especialidades médicas, 15 mil consultas mês, mais de 40 mil exames para desafogar as filas em todas as áreas”.
“Vamos multiplicar os hospitais regionais. Vai para o Maranhão, para a Bahia, Pernambuco: faltam hospitais regionais no Brasil e na região nordeste muito acentuadamente. As pessoas têm que se deslocar até a capital, até os centros grandes. Num prejuízo muito grande do ponto de vista do conforto e do tratamento”.
“Vamos ter uma outra política dinâmica para medicamentos. Eles deixaram faltar remédios para Aids, que nós organizamos na minha época de ministro e que foi considerada a melhor campanha contra a Aids do mundo”. “Vamos fazer voltar com os mutirões, que eles acabaram porque tinham um pouco a marca do meu nome, o que é uma bobagem. A gente deve continuar as coisas que deram certo, como eu sempre fiz, inclusive quando herdei governos de oposição a mim”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record - Banda Larga e Prouni
“São Paulo já tinha banda larga em todos os municípios e escolas. O que nós pedimos foi um auxílio para expandir mais, mas o Governo Federal fez concorrência”. (Dilma disse que São Paulo não tinha investimentos em banda larga).
“O Brasil ficou atrasado sete, oito anos em banda larga. Todos os países do mundo mais importantes já têm banda larga. O projeto que a Casa Civil apresentou é modesto, pequeno: para baixar um filme na banda larga do governo demora-se em torno de 5 minutos. No Japão, 10 segundos”.
“Vou manter o Prouni, reforçá-lo e até utilizá-lo como instrumento de política social”.
“O Brasil ficou atrasado sete, oito anos em banda larga. Todos os países do mundo mais importantes já têm banda larga. O projeto que a Casa Civil apresentou é modesto, pequeno: para baixar um filme na banda larga do governo demora-se em torno de 5 minutos. No Japão, 10 segundos”.
“Vou manter o Prouni, reforçá-lo e até utilizá-lo como instrumento de política social”.
Principais momentos de José Serra no debate da TV Record- PAC
“O PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, é, na verdade, uma lista de obras. Não há planejamento, entrosamento entre as obras. Talvez 1/7 daquilo que foi programado até este ano foi, de fato, realizado”.
“Em relação (PAC) à região nordeste, a Transnordestina, projeto de ferrovia que eu apresentei quando candidato à presidente em 2002, ficou parada todos esses anos. Chegou véspera da eleição, estão tocando”.
“Em Pernambuco, não fizeram (governo federal) um metro quadrado de irrigação”.
“O PAC é uma lista de obras. As que estiverem em andamento, vou tocar, fazer acontecer. O grande problema do PAC é que existe muito mais saliva, mais propaganda do que realização”.
“A (ferrovia) Norte-Sul começou no governo Sarney nos anos 80. Passou pelos governos Collor, Itamar, Fernando Henrique e chegou ao governo Lula e nem está concluída ainda. E ela (Dilma) toma como obra do PAC”.
“A questão básica é: nós teremos em breve 13 aeroportos paralisados no Brasil, congestionados. Isso é obra da gestão da Dilma. Da mesma maneira, nós temos os portos em situação muito ruim, das piores do mundo”.
“Em relação (PAC) à região nordeste, a Transnordestina, projeto de ferrovia que eu apresentei quando candidato à presidente em 2002, ficou parada todos esses anos. Chegou véspera da eleição, estão tocando”.
“Em Pernambuco, não fizeram (governo federal) um metro quadrado de irrigação”.
“O PAC é uma lista de obras. As que estiverem em andamento, vou tocar, fazer acontecer. O grande problema do PAC é que existe muito mais saliva, mais propaganda do que realização”.
“A (ferrovia) Norte-Sul começou no governo Sarney nos anos 80. Passou pelos governos Collor, Itamar, Fernando Henrique e chegou ao governo Lula e nem está concluída ainda. E ela (Dilma) toma como obra do PAC”.
“A questão básica é: nós teremos em breve 13 aeroportos paralisados no Brasil, congestionados. Isso é obra da gestão da Dilma. Da mesma maneira, nós temos os portos em situação muito ruim, das piores do mundo”.
Debate na Record - Terceiro Bloco
O presidenciável José Serra finalizou sua participação no debate da Record, na noite dessa segunda-feira (25), enfatizando seu desejo de promover, na Presidência da República, um governo de união de todas as regiões brasileiras – “de Minas Gerais, de Aécio e Anastasia, para cima, de Minas Gerais para baixo”. “Não quero a intolerância de punhos cerrados, quero a união de todos os brasileiros, sem discriminações”, afirmou. O candidato lembrou que a decisão do próximo domingo (31) se refletirá no futuro do País. “É uma decisão que vai implicar muito pesadamente sobre o futuro do Brasil, o que é que vai acontecer na próxima e nas próximas décadas, alertou”. Defensor de valores morais e éticos, o presidenciável também ratificou a importância de o eleitor escolher um candidato defensor da verdade e da fraternidade. “Eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça”, disse.
No terceiro e último bloco, José Serra também aproveitou para comentar suas propostas para a criação de empregos no País, além de ressaltar as contradições da adversária em relação ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Ao longo dessa campanha, Dilma Rousseff mudou de posição em relação ao MST. O ex-governador de São Paulo ratificou seu compromisso de ser o presidente do “desenvolvimento”. A atual política macroeconômica do País tem prejudicado empresas produtoras em detrimento da importação de produtos importados, principalmente chineses. “Falta estrutura, falta investimento. Eu vou ter uma política de desenvolvimento”, explicou.
No terceiro e último bloco, José Serra também aproveitou para comentar suas propostas para a criação de empregos no País, além de ressaltar as contradições da adversária em relação ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Ao longo dessa campanha, Dilma Rousseff mudou de posição em relação ao MST. O ex-governador de São Paulo ratificou seu compromisso de ser o presidente do “desenvolvimento”. A atual política macroeconômica do País tem prejudicado empresas produtoras em detrimento da importação de produtos importados, principalmente chineses. “Falta estrutura, falta investimento. Eu vou ter uma política de desenvolvimento”, explicou.
Debate na Record - Segundo bloco
O candidato José Serra iniciou sua participação no debate da TV Record, na noite dessa segunda-feira (25), ratificando seu compromisso de melhorar a infraestrutura do País, atualmente deficitária. O presidenciável criticou a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerado por Serra como uma “lista de obras”. “O PAC é na verdade uma lista de obras que teve um índice de realização pequeno. As obras incluídas, a maior parte é meritória, estão colocadas há muito tempo”, afirmou, citando como exemplos as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, além da transposição do Rio São Francisco e de refinarias no Ceará e em Pernambuco. “O grande problema do PAC é muita saliva”, registrou. Como presidente da República, Serra vai retirar projetos do papel. Ex-ministro do Planejamento e da Saúde, prefeito e governador de São Paulo, Serra é conhecido pela competência na execução de projetos. “No PAC, ou não se faz ou é uma apropriação indébita”, concluiu.
Na área da infraestrutura, Serra pretende construir e ampliar portos e aeroportos, principalmente no Nordeste. A região foi citada pelo candidato como uma de suas prioridades no setor estrutural. “Sabe qual o problema que eu acho que tem a candidata? De gestão. Ela falou de refinaria no Ceará, no Maranhão e de uma terceira que não existem. Eu conheço muito bem o Nordeste”, comentou. Na comparação com Dilma Rousseff, ele lembrou que foi ao debate do SBT específico para o Nordeste, realizado no dia 20 de setembro, diferente dela. A petista faltou ao compromisso. “Ela tem até um certo desdém pela região, isso é o que acontece na prática”. Numa entrevista, a presidenciável chegou a separar o Nordeste do Brasil, ao afirmar que os nordestinos chegavam ao Brasil, como se fossem provenientes de uma nação estrangeira.
No primeiro bloco, Serra também apresentou propostas para a saúde e lembrou que tem uma vida pública longa, sem arranhões. “Eu estou há quarenta anos na vida pública e não tenho nenhum escândalo em torno de mim. Na política, não é todo mundo igual não”, afirmou.
Na área da infraestrutura, Serra pretende construir e ampliar portos e aeroportos, principalmente no Nordeste. A região foi citada pelo candidato como uma de suas prioridades no setor estrutural. “Sabe qual o problema que eu acho que tem a candidata? De gestão. Ela falou de refinaria no Ceará, no Maranhão e de uma terceira que não existem. Eu conheço muito bem o Nordeste”, comentou. Na comparação com Dilma Rousseff, ele lembrou que foi ao debate do SBT específico para o Nordeste, realizado no dia 20 de setembro, diferente dela. A petista faltou ao compromisso. “Ela tem até um certo desdém pela região, isso é o que acontece na prática”. Numa entrevista, a presidenciável chegou a separar o Nordeste do Brasil, ao afirmar que os nordestinos chegavam ao Brasil, como se fossem provenientes de uma nação estrangeira.
No primeiro bloco, Serra também apresentou propostas para a saúde e lembrou que tem uma vida pública longa, sem arranhões. “Eu estou há quarenta anos na vida pública e não tenho nenhum escândalo em torno de mim. Na política, não é todo mundo igual não”, afirmou.
Debate na Record - Primeiro Bloco
O candidato José Serra iniciou sua participação no debate da TV Record, na noite dessa segunda-feira (25), ratificando seu compromisso de melhorar a infraestrutura do País, atualmente deficitária. O presidenciável criticou a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerado por Serra como uma “lista de obras”. “O PAC é na verdade uma lista de obras que teve um índice de realização pequeno. As obras incluídas, a maior parte é meritória, estão colocadas há muito tempo”, afirmou, citando como exemplos as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, além da transposição do Rio São Francisco e de refinarias no Ceará e em Pernambuco. “O grande problema do PAC é muita saliva”, registrou. Como presidente da República, Serra vai retirar projetos do papel. Ex-ministro do Planejamento e da Saúde, prefeito e governador de São Paulo, Serra é conhecido pela competência na execução de projetos. “No PAC, ou não se faz ou é uma apropriação indébita”, concluiu.
Na área da infraestrutura, Serra pretende construir e ampliar portos e aeroportos, principalmente no Nordeste. A região foi citada pelo candidato como uma de suas prioridades no setor estrutural. “Sabe qual o problema que eu acho que tem a candidata? De gestão. Ela falou de refinaria no Ceará, no Maranhão e de uma terceira que não existem. Eu conheço muito bem o Nordeste”, comentou. Na comparação com Dilma Rousseff, ele lembrou que foi ao debate do SBT específico para o Nordeste, realizado no dia 20 de setembro, diferente dela. A petista faltou ao compromisso. “Ela tem até um certo desdém pela região, isso é o que acontece na prática”. Numa entrevista, a presidenciável chegou a separar o Nordeste do Brasil, ao afirmar que os nordestinos chegavam ao Brasil, como se fossem provenientes de uma nação estrangeira.
No primeiro bloco, Serra também apresentou propostas para a saúde e lembrou que tem uma vida pública longa, sem arranhões. “Eu estou há quarenta anos na vida pública e não tenho nenhum escândalo em torno de mim. Na política, não é todo mundo igual não”, afirmou.
Na área da infraestrutura, Serra pretende construir e ampliar portos e aeroportos, principalmente no Nordeste. A região foi citada pelo candidato como uma de suas prioridades no setor estrutural. “Sabe qual o problema que eu acho que tem a candidata? De gestão. Ela falou de refinaria no Ceará, no Maranhão e de uma terceira que não existem. Eu conheço muito bem o Nordeste”, comentou. Na comparação com Dilma Rousseff, ele lembrou que foi ao debate do SBT específico para o Nordeste, realizado no dia 20 de setembro, diferente dela. A petista faltou ao compromisso. “Ela tem até um certo desdém pela região, isso é o que acontece na prática”. Numa entrevista, a presidenciável chegou a separar o Nordeste do Brasil, ao afirmar que os nordestinos chegavam ao Brasil, como se fossem provenientes de uma nação estrangeira.
No primeiro bloco, Serra também apresentou propostas para a saúde e lembrou que tem uma vida pública longa, sem arranhões. “Eu estou há quarenta anos na vida pública e não tenho nenhum escândalo em torno de mim. Na política, não é todo mundo igual não”, afirmou.
Geraldo Alckmin reforça campanha de Serra no Rio Grande do Sul
Nesta segunda-feira (25/10), o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve em Porto Alegre e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para reforçar a campanha de José Serra no Estado. Em Porto Alegre, Alckmin concedeu entrevistas a emissoras de rádio e TV e, em seguida, foi recebido pela governadora Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini, sede do governo. “Venho trazer as propostas de Serra para que o Brasil avance na saúde, na educação, na infraestrutura e na economia”, afirmou. Em Santa Maria, Alckmin ressaltou a importância da região sul no segundo turno das eleições. Para ele, a expectativa é que a candidatura Serra cresça ainda mais no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Alckmin também destacou o apoio do PMDB gaúcho a Serra. “O (José) Fogaça, que foi candidato a governador, está apoiando. E o Germano Rigotto, candidato ao Senado, também”, comentou. Em relação às pesquisas eleitorais, o governador eleito de São Paulo disse que os levantamentos, “às vezes não captam os grandes movimentos” e citou como exemplo a votação que teve no Rio Grande do Sul quando se candidatou a presidente em 2006. “As pesquisas davam 41%, mas quando as urnas foram abertas eu tive 52%”, lembrou.
Serra ressalta importância do desenvolvimento tecnológico
José Serra ressaltou na tarde dessa segunda-feira (25), em São Paulo, a importância do setor de ciência e tecnologia para o desenvolvimento do País e, ao lado de cientistas, se comprometeu a auxiliar, como presidente da República, a duplicar os investimentos federais no setor até 2020. Na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o candidato acolheu sugestões dos cientistas ao conjunto de propostas e ratificou os compromissos listados num documento elaborado pela SBPC em conjunto com a Academia Brasileira de Ciência. “O documento apresentado poderia muito bem ser meu programa de campanha e será, com certeza, o meu projeto de governo”, afirmou.Entre as sugestões dos cientistas, destacam-se, além do maior investimento no setor, questões como a proteção dos biomas brasileiros, uma revolução na educação – investimento mínimo de 6,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor educacional – e o incentivo à agregação de valor à produção e exportação científicas. “O progresso científico e tecnológico é condição para o desenvolvimento”, lembrou o ex-governador de São Paulo. Para ele, o Brasil “vai mal no setor”. “É uma economia da pobreza tecnológica e isso está em jogo”, acrescentou. No seu discurso aos cientistas, o Serra também se comprometeu a realizar a integração de empresas com institutos de ciência, aumentar o investimento em infraestrutura de pesquisa e dar força às pesquisas no setor energético, sobretudo aquelas referentes ao petróleo.
No âmbito geral, Serra destacou a necessidade de o Brasil passar por uma revolução na gestão educacional, com ênfase no ensino superior, técnico e tecnológico para suprir as deficiências do setor científico. “Nós temos também que fazer outras políticas: melhora do sistema educacional e eu venho propondo há muito tempo editar um plano nacional da educação que esteja acima dos partidos e dos interesses políticos. Deixar a educação fora da disputa política para que possamos promover uma verdadeira revolução nessa área, sem o que não haverá progresso científico e tecnológico a médio e longo prazo”, argumentou.
Foto: Cacalos Garrastazu
Serra tem novo direito de resposta em propaganda petista
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concedeu direito de resposta à coligação do candidato tucano à Presidência, José Serra, no programa de sua adversária, Dilma Rousseff (PT), pelo uso da expressão "caixa dois". É a segunda vez que o tribunal decide pelo direito à campanha tucana.
Na decisão do ministro Joelson Dias, a expressão "suposto caixa dois na campanha de Serra", usada para citar suposto desvio de R$ 4 milhões noticiado pela revista "IstoÉ", foi uma tentativa de contornar a primeira expressão suspensa _"suposto caixa dois da campanha tucana".
A coligação de Dilma justificou que baseou seu uso em matérias divulgadas pelos meios de comunicação. Para o ministro, porém, a propaganda imputou a Serra participação no suposto roubo. Ele entendeu que houve "deturpação da notícia, em mensagem, ofensiva e inverídica".
O direito de resposta deve ser veiculado no início do programa eleitoral de rádio da coligação de Dilma pelo tempo de um minuto.
Fonte: Folha de S.Paulo
Na decisão do ministro Joelson Dias, a expressão "suposto caixa dois na campanha de Serra", usada para citar suposto desvio de R$ 4 milhões noticiado pela revista "IstoÉ", foi uma tentativa de contornar a primeira expressão suspensa _"suposto caixa dois da campanha tucana".
A coligação de Dilma justificou que baseou seu uso em matérias divulgadas pelos meios de comunicação. Para o ministro, porém, a propaganda imputou a Serra participação no suposto roubo. Ele entendeu que houve "deturpação da notícia, em mensagem, ofensiva e inverídica".
O direito de resposta deve ser veiculado no início do programa eleitoral de rádio da coligação de Dilma pelo tempo de um minuto.
Fonte: Folha de S.Paulo
25 de out. de 2010
Mulheres com Serra em Caxias do Sul
O Movimento de Mulheres RS com Serra, juntamente com representantes das áreas da Saúde, Agricultura, Produtoras Rurais e Extensão Rural, lotaram dois ônibus para acompanhar José Serra em sua visita à Caxias do Sul, nesta terça-feira, 26 de outubro.
A saída dos carros acontecerá em frente ao Teatro São Pedro, às 16h. Os ônibus estarão identificados com faixas do Movimento de Mulheres. Mulheres levem seus lenços e suas bandeiras.
São as mulheres unindo forças para eleger José Serra presidente.
Águeda Marcéi Mezomo
Coordenadora do Movimento Mulheres RS com Serra
A saída dos carros acontecerá em frente ao Teatro São Pedro, às 16h. Os ônibus estarão identificados com faixas do Movimento de Mulheres. Mulheres levem seus lenços e suas bandeiras.
São as mulheres unindo forças para eleger José Serra presidente.
Águeda Marcéi Mezomo
Coordenadora do Movimento Mulheres RS com Serra
José Serra participa de debate na Record
Nesta segunda-feira (25), José Serra participa de mais um debate entre presidenciáveis, desta vez na Rede Record.
O debate começará às 23h e deve se prolongar até a uma da madrugada de terça-feira. Será mediado pelo jornalista Celso Freitas e acontecerá na sede da emissora em São Paulo.
Dividido em três blocos, o debate prevê quinze confrontos diretos entre os candidatos.
O debate começará às 23h e deve se prolongar até a uma da madrugada de terça-feira. Será mediado pelo jornalista Celso Freitas e acontecerá na sede da emissora em São Paulo.
Dividido em três blocos, o debate prevê quinze confrontos diretos entre os candidatos.
Serra consegue mais um direito de resposta na campanha do PT
Pela segunda vez, o ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu direito de resposta ao candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), no programa de sua adversária, Dilma Rousseff (PT), pelo uso da expressão “caixa dois”. O tempo para a resposta será de um minuto.
Na primeira decisão, o ministro teve seu voto referendado pelo Plenário do tribunal ao considerar que houve ofensa no trecho da propaganda de Dilma que aponta "suposto caixa dois da campanha tucana". A expressão foi usada ao relacionar um suposto desvio de R$ 4 milhões da campanha do candidato Serra noticiado pela revista IstoÉ. Na ocasião, o direito de resposta foi concedido no total de oito inserções de 30 segundos na TV e outras quatro no rádio.
Na nova propaganda, a campanha de Dilma alterou a frase para “suposto caixa dois na campanha de Serra”. Para o relator, a propaganda tentou contornar a decisão judicial, mas se tornou ainda mais direta referindo-se textualmente ao próprio candidato.
A campanha da petista alegou que apenas se baseou em matérias amplamente divulgadas por importantes meios de comunicação. Mas, o ministro considerou que além de abordar os fatos noticiados pela mídia, a propaganda imputou ao candidato adversário, ainda que indiretamente, a prática de ato ilícito (caixa dois), o que não era citado na matéria jornalística. Com base em jurisprudência da Justiça Eleitoral, o ministro Joelson Dias entendeu que houve “deturpação da notícia, em mensagem, ofensiva e inverídica”.
Ele explica em sua decisão que a propaganda não se contentou apenas em citar o noticiário tendo inserido a expressão "caixa dois". "Não que o "caixa dois" tenha ou não ocorrido, mas que, ao menos as manchetes e textos jornalísticos veiculados durante a propaganda não respaldam tal afirmação". Em sua opinião, a propaganda foi além, sugerindo ao ouvinte ou o induzindo a concluir pela existência de um ilícito na campanha da coligação e candidato adversários.
Com essas considerações, assegurou o direito de resposta pelo tempo de um minuto no início do programa eleitoral de rádio da Coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, de Dilma Rousseff, em cada bloco do período matutino e vespertino.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
Na primeira decisão, o ministro teve seu voto referendado pelo Plenário do tribunal ao considerar que houve ofensa no trecho da propaganda de Dilma que aponta "suposto caixa dois da campanha tucana". A expressão foi usada ao relacionar um suposto desvio de R$ 4 milhões da campanha do candidato Serra noticiado pela revista IstoÉ. Na ocasião, o direito de resposta foi concedido no total de oito inserções de 30 segundos na TV e outras quatro no rádio.
Na nova propaganda, a campanha de Dilma alterou a frase para “suposto caixa dois na campanha de Serra”. Para o relator, a propaganda tentou contornar a decisão judicial, mas se tornou ainda mais direta referindo-se textualmente ao próprio candidato.
A campanha da petista alegou que apenas se baseou em matérias amplamente divulgadas por importantes meios de comunicação. Mas, o ministro considerou que além de abordar os fatos noticiados pela mídia, a propaganda imputou ao candidato adversário, ainda que indiretamente, a prática de ato ilícito (caixa dois), o que não era citado na matéria jornalística. Com base em jurisprudência da Justiça Eleitoral, o ministro Joelson Dias entendeu que houve “deturpação da notícia, em mensagem, ofensiva e inverídica”.
Ele explica em sua decisão que a propaganda não se contentou apenas em citar o noticiário tendo inserido a expressão "caixa dois". "Não que o "caixa dois" tenha ou não ocorrido, mas que, ao menos as manchetes e textos jornalísticos veiculados durante a propaganda não respaldam tal afirmação". Em sua opinião, a propaganda foi além, sugerindo ao ouvinte ou o induzindo a concluir pela existência de um ilícito na campanha da coligação e candidato adversários.
Com essas considerações, assegurou o direito de resposta pelo tempo de um minuto no início do programa eleitoral de rádio da Coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, de Dilma Rousseff, em cada bloco do período matutino e vespertino.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
Rio de Janeiro sedia maior ato da campanha de Serra
O Rio de Janeiro sediou na manhã desse domingo (24) o maior ato da campanha eleitoral de José Serra até aqui. Acompanhado por cerca de dez mil pessoas, o ex-governador de São Paulo percorreu a avenida Atlântica, em Copacabana, acompanhado por várias lideranças políticas do País, além de militantes do Rio e de outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, por exemplo. “Eu comecei a minha militância política aqui no Rio e quis o destino que o maior comício que eu já participei nessa campanha fosse aqui”, afirmou o presidenciável que ocupou a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE). O evento, intitulado “Caminhada pela Democracia”, foi marcado pelo apelo popular por um governo federal mais democrático e unido, acima de interesses partidários.
Mais do que um evento voltado apenas à população fluminense, a manifestação desse domingo em Copacabana simbolizou a união de esforços, de todo País, pela eleição de Serra. Prestigiaram o ato os governadores eleitos Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR) e Rosalba Ciarlini (RN), os senadores eleitos Aécio Neves e Itamar Franco (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), além dos atuais senadores Tasso Jereissati (CE), José Agripino Maia (RN) e Álvaro Dias (PR). O deputado federal Fernando Gabeira (RJ), o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, além de deputados federais, estaduais e vereadores de várias regiões do Brasil também reforçaram a campanha tucana no Rio.
“Quando o Rio fala, o Brasil inteiro escuta. Chega de bandalheira! É pra ganhar!”, bradou Aécio Neves, liderança muito popular entre os cariocas. Para Geraldo Alckmin, “chegou a hora” de Serra presidir o País. “São Paulo se une hoje ao Rio de Janeiro para eleger o melhor candidato. O Brasil quer ética, valores, chega de atraso do PT! Nada segura a ideia de que chegou a hora de Serra governar”, afirmou Alckmin. Por Minas, Antonio Anastasia ratificou o compromisso dos mineiros em eleger José Serra no próximo domingo (31). “Minas Gerais está aqui para dizer que quer Serra”, disse. Além de figuras políticas de peso, o evento no Rio contou com a presença de parcelas relevantes da sociedade civil. Uma mensagem do jurista Hélio Bicudo foi divulgada no sistema de som. As atrizes Rosamaria Murtinho e Maitê Proença também acompanharam a caminhada.
No discurso de cerca de quinze minutos, Serra ressaltou a importância de o eleitor escolher a candidatura que representa a afirmação de valores morais e éticos. “Nós precisamos de um governo de honestidade. Para nós, democracia é uma maneira de viver e sabe o que preocupa os adversários? É que, para nós, esses valores são de verdade”, ressaltou. Para a psicóloga Auzira Lúcia da Fonseca, que acompanhou a caminhada, Serra merece o voto dos brasileiros porque seu trabalho “já é conhecido”. “A gente já conhece, já vimos o que ele fez. Temos que acreditar no que a gente vê”, explicou. Para o aposentado Jorge Pesce, o presidenciável merece o voto pelo caráter que tem. “Ele é o melhor porque é do bem”.
Mais do que um evento voltado apenas à população fluminense, a manifestação desse domingo em Copacabana simbolizou a união de esforços, de todo País, pela eleição de Serra. Prestigiaram o ato os governadores eleitos Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR) e Rosalba Ciarlini (RN), os senadores eleitos Aécio Neves e Itamar Franco (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), além dos atuais senadores Tasso Jereissati (CE), José Agripino Maia (RN) e Álvaro Dias (PR). O deputado federal Fernando Gabeira (RJ), o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, além de deputados federais, estaduais e vereadores de várias regiões do Brasil também reforçaram a campanha tucana no Rio.
“Quando o Rio fala, o Brasil inteiro escuta. Chega de bandalheira! É pra ganhar!”, bradou Aécio Neves, liderança muito popular entre os cariocas. Para Geraldo Alckmin, “chegou a hora” de Serra presidir o País. “São Paulo se une hoje ao Rio de Janeiro para eleger o melhor candidato. O Brasil quer ética, valores, chega de atraso do PT! Nada segura a ideia de que chegou a hora de Serra governar”, afirmou Alckmin. Por Minas, Antonio Anastasia ratificou o compromisso dos mineiros em eleger José Serra no próximo domingo (31). “Minas Gerais está aqui para dizer que quer Serra”, disse. Além de figuras políticas de peso, o evento no Rio contou com a presença de parcelas relevantes da sociedade civil. Uma mensagem do jurista Hélio Bicudo foi divulgada no sistema de som. As atrizes Rosamaria Murtinho e Maitê Proença também acompanharam a caminhada.
No discurso de cerca de quinze minutos, Serra ressaltou a importância de o eleitor escolher a candidatura que representa a afirmação de valores morais e éticos. “Nós precisamos de um governo de honestidade. Para nós, democracia é uma maneira de viver e sabe o que preocupa os adversários? É que, para nós, esses valores são de verdade”, ressaltou. Para a psicóloga Auzira Lúcia da Fonseca, que acompanhou a caminhada, Serra merece o voto dos brasileiros porque seu trabalho “já é conhecido”. “A gente já conhece, já vimos o que ele fez. Temos que acreditar no que a gente vê”, explicou. Para o aposentado Jorge Pesce, o presidenciável merece o voto pelo caráter que tem. “Ele é o melhor porque é do bem”.
O estilo desfaz o homem
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Daqui a oito dias, no próximo domingo antes das 9h da noite, o presidente Luiz Inácio da Silva começará a vivenciar o passado, as urnas apontem a eleição de Dilma Rousseff ou de José Serra para lhe suceder na chefia da Nação.
É inexorável: eleito, as atenções se voltam para o novo, o próximo, aquele que de fato traduz mais que uma expectativa, representa o poder em si. Político baiano da velha guarda, Afrísio Vieira Lima tem a seguinte filosofia: "Ninguém atende ao telefone ou à porta perguntando quem foi, todo mundo quer saber quem é."
Pois é. Face à evidência de que a natureza humana não falha, o mundo político não foge à regra. No momento seguinte à proclamação do resultado, o País - quiçá o mundo - voltará toda a sua atenção para a fala, os planos, os gestos, as vontades, os pensamentos, a biografia, a família, os amigos e tudo o mais que diga respeito à pessoa que a partir do primeiro dia de 2011 dará expediente no principal gabinete do Palácio do Planalto.
Quando a gente vê um presidente tomar a iniciativa de se desmoralizar em público apenas porque não resiste ao impulso de insultar o adversário, a boa notícia é que falta pouco tempo para que esse estilo comece a fazer parte de referências pretéritas.
Abstraindo-se juízo de valor a respeito de Dilma e Serra, chegará ao fundo do poço que o presidente Lula se deu ao desfrute de frequentar na semana passada. Pela simples razão de que é impossível.
A novidade não esteve na distorção dos fatos - isso já faz parte da rotina. O ineditismo foi o desmantelo da farsa. Melhor dizer, das farsas, pois foram duas: uma engendrada com vagar, outra montada às pressas. Ambas malsucedidas, não duraram 24 horas.
No começo da semana, quando já se anunciara o adiamento do fim da sindicância da Casa Civil sobre Erenice Guerra para depois das eleições, eis que a Polícia Federal ressuscitou o caso da quebra do sigilo fiscal de parentes e correligionários do candidato Serra, anunciando a identificação do responsável: Amaury Ribeiro Jr., jornalista que à época do crime trabalhava no jornal Estado de Minas.
O PT tentou legitimar, assim, uma versão que fazia circular desde junho quando se descobriu que os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, apareceram em um dossiê que chegou ao jornal Folha de S. Paulo como originário do PT.
A versão - não de todo inverossímil, diga-se - era a de que as informações haviam sido reunidas por Amaury a serviço do Estado de Minas para municiar Aécio Neves de dados contra José Serra, que, por sua vez, mandara investigá-lo.
Segundo um delegado e o superintendente da PF, Amaury dissera em seu depoimento que o trabalho visava a "proteger" Aécio. Antes da entrevista dos dois, o presidente da República anunciava que naquele dia a Polícia Federal teria novidades.
Pois no dia seguinte, sabe-se que nem Amaury estava a serviço do Estado de Minas na ocasião nem citara no depoimento o nome de Aécio Neves. Ou seja, o presidente Lula comandara uma falácia e a PF aceitara se prestar ao serviço, acrescentando que as investigações estavam encerradas.
Foi desmentida em seguida pelo Ministério Público, que avisou que a polícia não estava autorizada a determinar o rumo e os prazos das investigações.
Não satisfeito, depois da pancadaria promovida por petistas contra uma passeata do candidato tucano no Rio, o presidente resolveu acusar o adversário de ser um farsante. Precipitou-se, insultou o candidato em termos zombeteiros, desqualificou um médico de respeitável reputação, foi de uma falta de modos ainda pior que o habitual.
Isso tudo para quê? Para ser logo em seguida desmentido pelos fatos exibidos no noticiário de televisão com a maior audiência do País, o Jornal Nacional.
Tudo isso sem necessidade, pois pelas pesquisas sua candidata está com 12 milhões de intenções de voto de vantagem sobre o adversário.
Tudo isso pelo exercício de um estilo abusivo que não conhece limites, mas que daqui a oito dias começará a perceber que o poder passa e a ausência dele dói.
Daqui a oito dias, no próximo domingo antes das 9h da noite, o presidente Luiz Inácio da Silva começará a vivenciar o passado, as urnas apontem a eleição de Dilma Rousseff ou de José Serra para lhe suceder na chefia da Nação.
É inexorável: eleito, as atenções se voltam para o novo, o próximo, aquele que de fato traduz mais que uma expectativa, representa o poder em si. Político baiano da velha guarda, Afrísio Vieira Lima tem a seguinte filosofia: "Ninguém atende ao telefone ou à porta perguntando quem foi, todo mundo quer saber quem é."
Pois é. Face à evidência de que a natureza humana não falha, o mundo político não foge à regra. No momento seguinte à proclamação do resultado, o País - quiçá o mundo - voltará toda a sua atenção para a fala, os planos, os gestos, as vontades, os pensamentos, a biografia, a família, os amigos e tudo o mais que diga respeito à pessoa que a partir do primeiro dia de 2011 dará expediente no principal gabinete do Palácio do Planalto.
Quando a gente vê um presidente tomar a iniciativa de se desmoralizar em público apenas porque não resiste ao impulso de insultar o adversário, a boa notícia é que falta pouco tempo para que esse estilo comece a fazer parte de referências pretéritas.
Abstraindo-se juízo de valor a respeito de Dilma e Serra, chegará ao fundo do poço que o presidente Lula se deu ao desfrute de frequentar na semana passada. Pela simples razão de que é impossível.
A novidade não esteve na distorção dos fatos - isso já faz parte da rotina. O ineditismo foi o desmantelo da farsa. Melhor dizer, das farsas, pois foram duas: uma engendrada com vagar, outra montada às pressas. Ambas malsucedidas, não duraram 24 horas.
No começo da semana, quando já se anunciara o adiamento do fim da sindicância da Casa Civil sobre Erenice Guerra para depois das eleições, eis que a Polícia Federal ressuscitou o caso da quebra do sigilo fiscal de parentes e correligionários do candidato Serra, anunciando a identificação do responsável: Amaury Ribeiro Jr., jornalista que à época do crime trabalhava no jornal Estado de Minas.
O PT tentou legitimar, assim, uma versão que fazia circular desde junho quando se descobriu que os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, apareceram em um dossiê que chegou ao jornal Folha de S. Paulo como originário do PT.
A versão - não de todo inverossímil, diga-se - era a de que as informações haviam sido reunidas por Amaury a serviço do Estado de Minas para municiar Aécio Neves de dados contra José Serra, que, por sua vez, mandara investigá-lo.
Segundo um delegado e o superintendente da PF, Amaury dissera em seu depoimento que o trabalho visava a "proteger" Aécio. Antes da entrevista dos dois, o presidente da República anunciava que naquele dia a Polícia Federal teria novidades.
Pois no dia seguinte, sabe-se que nem Amaury estava a serviço do Estado de Minas na ocasião nem citara no depoimento o nome de Aécio Neves. Ou seja, o presidente Lula comandara uma falácia e a PF aceitara se prestar ao serviço, acrescentando que as investigações estavam encerradas.
Foi desmentida em seguida pelo Ministério Público, que avisou que a polícia não estava autorizada a determinar o rumo e os prazos das investigações.
Não satisfeito, depois da pancadaria promovida por petistas contra uma passeata do candidato tucano no Rio, o presidente resolveu acusar o adversário de ser um farsante. Precipitou-se, insultou o candidato em termos zombeteiros, desqualificou um médico de respeitável reputação, foi de uma falta de modos ainda pior que o habitual.
Isso tudo para quê? Para ser logo em seguida desmentido pelos fatos exibidos no noticiário de televisão com a maior audiência do País, o Jornal Nacional.
Tudo isso sem necessidade, pois pelas pesquisas sua candidata está com 12 milhões de intenções de voto de vantagem sobre o adversário.
Tudo isso pelo exercício de um estilo abusivo que não conhece limites, mas que daqui a oito dias começará a perceber que o poder passa e a ausência dele dói.
Centenas de pessoas participam com Serra da Caminhada pela Democracia
Centenas de pessoas participaram na manhã deste domingo (24), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, da Caminhada pela Democracia.Desde cedo carros de som e eleitores com bandeiras, adesivos e balões azuis e amarelos esperavam por José Serra para o início da caminhada, organizada por Indio da Costa, candidato a vice-presidente. Muitas pessoas usaram capacetes azuis, em clara referência à agressão sofrida por José Serra durante uma caminhada de campanha em Campo Grande, no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (21).
José Serra participou da caminhada acompanhado pelo deputado Indio da Costa, pelos senadores eleitos por Minas Gerais, Aécio Neves e Itamar Franco, pelos governadores eleitos de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Minas, Antonio Anastasia, de Curitiba, Beto Richa, do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini e pelo principal líder do Partido Verde no Rio de Janeiro, Fernando Gabeira.
"Comecei a minha vida política nacional aqui no Rio de Janeiro. Quis o destino que o maior comício dessa campanha e o maior comício da minha vida fossem aqui no Rio de Janeiro. Essa manifestação mostra que nós podemos e que nos vamos dar a virada em direção a vitória", afirmou Serra sobre o carro de som.
Durante seu discurso Serra lembrou que no próximo dia 31 estará em jogo o Brasil das próximas décadas. Fez questão de ressaltar os compromissos e os valores de sua campanha: o princípio da democracia, a liberdade de imprensa, a justiça e a justiça social. "Nós temos que olhar o governo como uma entidade de todos os brasileiros e não apenas de um partido político. Precisamos de um governo que tenha caráter, que se traduza na verdade e na honestidade”, disse. "Mandato significa servir ao povo e não se servir do povo. E nós governamos baseados em nossos valores. A diferença é que estes nossos valores são para valer; não são de mentira. E isso preocupa os adversários", concluiu.
Ao final, Serra pediu a cada eleitor para redobrar o trabalho nesta última semana de campanha e converter pelo menos um voto a cada dia. “Vamos em frente, braços dados, cabeça erguida e cabeça leve, rumo à vitória”, encerrou aplaudido pelos populares.
Foto: Marcos Brandão
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