O ato político que formalizou o apoio do Partido Progressista (PP) gaúcho à candidatura de José Serra, na tarde dessa sexta-feira (22), em Porto Alegre, foi marcado pelas demonstrações de solidariedade dos presentes em relação às agressões sofridas por José Serra nos últimos dias, orquestradas por componentes da campanha adversária. Eleita senadora com 3,4 milhões de votos, a jornalista Ana Amélia Lemos iniciou seu discurso lamentando o nível da campanha adversária. “Minha solidariedade sobre o que aconteceu. Na política e na campanha, por mais tensa e emocionada que seja, todos os adversários merecem respeito. O presidente da República não deveria menosprezar e tentar desconstruir um ato contra um adversário. Nós temos que preservar a democracia como um patrimônio da sociedade brasileira”, afirmou. O evento foi realizado no Hotel Everest, no centro de Porto Alegre, e foi o primeiro compromisso de Serra no Rio Grande do Sul. Cerca de quinhentas pessoas prestigiaram o ato.
De acordo com Serra, o lamentável evento em que foi agredido, em Campo Grande, no Rio, na última quarta-feira (20), demonstra que, para alguns, ser adversário significa ser inimigo. “O que aconteceu no Rio é a concepção de que o adversário é inimigo e precisa ser destruído com agressão e violência. Nós vamos continuar andando pelo País. Eu imaginava que ia ser uma campanha dura, mas não pensava que ia ser a mais violenta da história. As mentiras são muito grandes”, criticou.
Após os atos violentos no Rio, praticados por militantes petistas, a candidata Dilma Rousseff e o presidente Lula acusaram Serra de inventar factóides. As agressões, entretanto, foram registradas pela imprensa.
Foto: Cacalos Garrastazu
Nenhum comentário:
Postar um comentário