Nesta sexta-feira, dia dos professores, o candidato à Presidência José Serra(PSDB) encontrou-se com servidores da rede pública de ensino de São Paulo em
evento na zona oeste da capital. O tucano criticou o modo como o governo petista gerenciou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), referindo-se ao vazamento dos dados de alunos, ocorrido em agosto. “Eles tiveram suas informações pessoais expostas a bandidos e aproveitadores, foi o desenlace de um processo que se desmoralizou com o propagandismo eleitoreiro. O Enem tem que ser refeito, a utilização política propagandística dele o destruiu, o governo foi frouxo nesse trabalho. Não é por maldade, mas por frouxidão, por propagandismo”.
Cerca de 1.500 pessoas acompanharam o discurso de Serra e alguns de seus
aliados, como o governador de São Paulo recém-eleito, Geraldo Alckmin, seu vice, Afif Domingos, e o secretário de educação do estado e ex-ministro do governo Fernando Henrique, Paulo Renato Souza. O candidato ressaltou que deve haver uma coordenação entre o ensino superior público e o privado. “Antes seria uma heresia dizer isso, mas o PT abriu 600.000 vagas no ensino privado com o Prouni, que eu vou manter. Só me pergunto o que aconteceria se o autor fosse o Paulo Renato na nossa gestão, não teria escapado vivo”, ironizou.
Serra também defendeu que o governo federal deve ajudar os estados e
municípios menos desenvolvidos a pagarem o piso salarial dos professores.
“Apesar de o piso ser baixo, muitos não têm condições financeiras de pagar e o
governo federal não cumpriu o compromisso de complementar esses recursos”,
comentou.
Foto: Cacalos Garrastazu
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