O candidato à Presidência da República José Serra prestigiou o dia dos médicos – comemorado anualmente no dia 18 de outubro – com uma visita à Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, na tarde dessa segunda-feira (18). Ex-ministro da Saúde reconhecido até hoje como o melhor da história do País, Serra apresentou a cerca de 50 médicos seus compromissos para o setor, como a previsão de investir quinze bilhões de reais nos próximos quatros anos, uma média de quase quatro bilhões por ano, além de investimentos maciços em saneamento básico. Serra também afirmou sua disposição de reduzir os custos sem afetar o volume de ações. “Nós temos que reduzir custos na saúde. Isso tem que ser uma obsessão do setor”, afirmou. O tucano foi recebido pelo vice-presidente da AMB, Dr. José Carlos Brito, e pelo ex-presidente Dr. Eleuses Paiva. O presidente da Associação, Dr. José Luiz Gomes do Amaral, registrou seu depoimento através de uma videoconferência, direto de Montreal, no Canadá.Além da redução de custos, Serra afirmou que a união dos profissionais de saúde é fundamental para o bom andamento das ações no setor. “Se tiver essa união, com dinheiro ou sem dinheiro, nós vamos avançar muito”, previu. Para o vice-presidente da Associação, Dr. José Carlos Brito, Serra tem todas as condições de avançar num cenário em que a saúde está mal avaliada pela população. “Nós médicos queremos ajudar o senhor a avançar na saúde neste momento que ela está muito mal avaliada. O senhor é conhecedor dessa área e tem todas as condições (de avançar)”, afirmou. Segundo o Dr. Eleuses Paiva, Serra não considera saúde apenas como um programa de governo e sim como um programa de Estado. “Ele fez uma gestão suprapartidária. Foi dessa forma que nós vimos tantos projetos indo para frente”, lembrou. Como gestor do Ministério da Saúde, Serra revolucionou a área com programas como os genéricos e o plano de combate à AIDS.
Por vinte minutos, o candidato apresentou as principais linhas propositivas do seu programa de governo para o setor da saúde pública. Ele vai instalar 154 policlínicas com capacidade para atendimentos médicos, exames ambulatoriais e laboratoriais em todos os Estados do País, despolitizará as agências reguladoras setoriais (por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa), retomará os mutirões de cirurgias como de catarata e construirá hospitais regionais no interior do País, por exemplo. “Faço um chamado para todos os médicos do Brasil que venham conosco”, conclamou.
Foto: Cacalos Garrastazu
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