José Serra ressaltou na tarde dessa segunda-feira (25), em São Paulo, a importância do setor de ciência e tecnologia para o desenvolvimento do País e, ao lado de cientistas, se comprometeu a auxiliar, como presidente da República, a duplicar os investimentos federais no setor até 2020. Na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o candidato acolheu sugestões dos cientistas ao conjunto de propostas e ratificou os compromissos listados num documento elaborado pela SBPC em conjunto com a Academia Brasileira de Ciência. “O documento apresentado poderia muito bem ser meu programa de campanha e será, com certeza, o meu projeto de governo”, afirmou.Entre as sugestões dos cientistas, destacam-se, além do maior investimento no setor, questões como a proteção dos biomas brasileiros, uma revolução na educação – investimento mínimo de 6,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor educacional – e o incentivo à agregação de valor à produção e exportação científicas. “O progresso científico e tecnológico é condição para o desenvolvimento”, lembrou o ex-governador de São Paulo. Para ele, o Brasil “vai mal no setor”. “É uma economia da pobreza tecnológica e isso está em jogo”, acrescentou. No seu discurso aos cientistas, o Serra também se comprometeu a realizar a integração de empresas com institutos de ciência, aumentar o investimento em infraestrutura de pesquisa e dar força às pesquisas no setor energético, sobretudo aquelas referentes ao petróleo.
No âmbito geral, Serra destacou a necessidade de o Brasil passar por uma revolução na gestão educacional, com ênfase no ensino superior, técnico e tecnológico para suprir as deficiências do setor científico. “Nós temos também que fazer outras políticas: melhora do sistema educacional e eu venho propondo há muito tempo editar um plano nacional da educação que esteja acima dos partidos e dos interesses políticos. Deixar a educação fora da disputa política para que possamos promover uma verdadeira revolução nessa área, sem o que não haverá progresso científico e tecnológico a médio e longo prazo”, argumentou.
Foto: Cacalos Garrastazu
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