Em sua entrevista ao Jornal Nacional, quinze dias atrás, Dilma distorceu demais os dados referentes a Saneamento. Um jornal classificou o erro na categoria “não é bem assim”, mas ela usou um número que é mais de dez vezes menor do que o real. O primeiro erro: a ex-ministra da Casa Civil disse que o governo Fernando Henrique “investia menos de R$300 milhões em Saneamento no país inteiro”. Imagine...
Só o Ministério da Saúde investiu R$2,33 bilhões em saneamento entre os anos de 1997 e 2001 (Serra foi ministro a partir de 1998). Desse total, R$ 1,22 bilhão foram para o Nordeste. Os estados do Sudeste receberam 14% dos recursos totais (R$ 330 milhões), pelo fato de já serem, na ocasião, mais bem atendidos por serviços de saneamento. Só a Bahia recebeu R$ 217,1 milhões para obras de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos e melhorias sanitárias domiciliares. O Ceará recebeu R$ 242 milhões.
Esses investimentos ocorreram dentro do Projeto Alvorada, que focou na melhoria das condições de vida das áreas mais carentes do Brasil usando o IDH como indicador. Foram desenvolvidas ações em 2.313 municípios, sendo 1.803 nos 9 estados do Nordeste: 100 em Alagoas, 399 na Bahia, 181 no Ceará, 204 no Maranhão, 218 na Paraíba, 173 em Pernambuco, 220 no Piauí, 151 no Rio Grande do Norte, 71 no Sergipe. A população desses municípios somava 32 milhões de brasileiros.
Havia três eixos de intervenção no Projeto Alvorada: Saúde, Educação, Renda e Desenvolvimento Socioeconômico. Ao Ministério da Saúde coube o desenvolvimento de projetos em duas linhas: Saneamento/Redução da Mortalidade Infantil (Abastecimento de Água, Melhorias Sanitárias e Esgoto) e Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde.
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