Em reunião com representantes de empresas farmacêuticas, em São Paulo, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, anunciou que irá reduzir substancialmente a carga tributária sobre os medicamentos, e alertou que, no Brasil, há atraso na produção dos genéricos. “No meu tempo (como ministro da Saúde), um genérico, para ser produzido, precisava de um a seis meses para poder entrar no mercado. Agora está demorando até um ano e meio. Isto está sendo uma barreira para produtos mais baratos no mercado”.
No Ministério da Saúde, ao criar os genéricos, Serra retirou impostos federais (PIS/COFINS) sobre antibióticos e todos os remédios de uso continuado utilizados por idosos, o que representa 62% do mercado de medicamentos. Ele citou um estudo da associação dos empresários do setor que aponta uma economia de R$ 15 bilhões pelos consumidores em dez anos do projeto. “Nós tiramos o equivalente a 10% do preço em impostos desses medicamentos, mas ainda tem muito imposto”, considerou.
Serra disse também que irá ampliar o número de classes terapêuticas nas farmácias populares de seis para 20 medicamentos contemplados: “Tem que ter mais produtos aí, como, por exemplo, antidepressivos, produtos para diminuir o colesterol, já mais modernos e mais atualizados, e, inclusive, as novas gerações de medicamentos para doenças do estômago”, completou.
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