12 de ago. de 2010

Serra não tem compromisso com o erro

Com a autoridade ética já reconhecida e comprovada pelo povo brasileiro, como Ministro, Prefeito e Governador de São Paulo, Serra falou com desenvoltura no Jornal Nacional desta quarta, 11, sobre a aliança firmada entre o PSDB e o PTB, cujo presidente Roberto Jefferson, denunciou o escândalo do Mensalão do PT – até hoje não julgado pela Justiça. O candidato da coligação “O Brasil Pode Mais” frisou não ter “nenhum compromisso com o erro” e deixou claro que, assim como na vida, uma coisa é o partido político e outra é o filiado, até porque há pessoas corruptas e honestas em todas as áreas humanas.

“O PTB de São Paulo sempre esteve com a gente e isso facilitou a aliança nacional. O Roberto Jefferson sabe como eu governo. Sabe que não vou nomear gente indicada por grupinho de deputados”, comentou, criticando diretamente o festival de nomeações que contaminou os Correios de corrupção, conforme publica a imprensa há dias. “E o PT ganha disparado do PTB na lista dos mensaleiros. Os principais personagens do mensalão não são do PTB, são do PT”.

Serra também saiu em defesa do seu vice Índio da Costa, relator do projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional. Quando questionado se ele não é muito jovem e inexperiente para ocupar a função, Serra foi taxativo e bem humorado: “Estou muito bem com o meu vice. Ele já enfrentou três eleições, é Ficha Limpa, jovem e preparado para o trabalho”. “Agora, devo dizer também o seguinte: eu estou muito bem de saúde, ninguém está sendo vice comigo achando que eu não vou cumprir o mandato”, disse em tom de brincadeira.

Nas suas considerações finais, José Serra agradeceu ao William Bonner e à Fátima Bernardes “pela oportunidade”. Lembrou a sua origem humilde, dos seus pais, de sua dura caminhada – desde que foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) – até chegar aonde chegou: ao Jornal Nacional, concorrendo à presidência do País. “Meus pais, que sentiriam orgulho”. A entrevista fluiu tão bem e com tanta consistência que o tempo estourou e ninguém percebeu, até que o Bonner educadamente encerrou e o Serra brincou: “Já acabou? Pode encerrar, eu compreendo”.

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