8 de out. de 2010

Política nacional de resíduos sólidos: com Serra, sairá do papel

Até algum tempo atrás, as discussões sobre meio ambiente recaíam principalmente sobre florestas e animais em extinção. Também se alertava para a poluição do ar e da água e os processos de erosão e desertificação. Temas que, infelizmente, continuam sendo motivo de preocupação, mas agora acrescidos de uma percepção cada vez mais clara: o impacto dos hábitos de consumo das sociedades modernas no ambiente.

Muitos de nós são de uma geração que recebeu os produtos descartáveis como salvação. No lugar de levar-e-trazer eu lavar-e-secar, surgiu o usar-e-jogar-fora. Descartáveis tem seu papel, desde que não se perca de vista quão inadequado é usar uma vez só algo que poderia ser útil muito mais vezes. Que se perceba que as embalagens modernas tem muitas virtudes, mas o exagero nos invólucros cria um volume às vezes maior do que o próprio produto. E que se esteja muito atento ao impacto de produção de novos materiais e o impacto do descarte de grandes volumes - um alto custo econômico, ambiental, social.

As pessoas, as famílias, as sociedades e os governos precisam se aplicar nesse desafio: combater o desperdício, a irresponsabilidade, a falta de consciência. O poder público tem papel decisivo. Ciente disso, José Serra fortaleceu muito as Secretarias de Meio Ambiente na prefeitura e no governo do estado e investiu decisivamente na área de resíduos sólidos. Com sua determinação e rigor, é a pessoa certa para tirar do papel a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que felizmente concluiu sua longa tramitação pelo Congresso (foram quase duas décadas) e agora aguarda regulamentação.

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